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Um Amor Em Ruínas

Capítulo 3 

Palavras: 532    |    Lançado em: 19/06/2025

o som da guitarra de Tiago e

uma distração

es ali perto, talvez encontras

ho mapa marítimo quando

ão é o grande R

sorriso trocista nos lábio

s? Tal como a Sofia, nã

o, continuou a o

equeno astrolábio de latão que

to? Pena, eu

irou. Não qu

com

er quem o leva." Tiago insistia,

, um senhor id

r em paz. Este artigo já est

om desaprovação, depois sorr

liente valioso. Leve o qu

o de raiva. Tirou d

cartão dela. Posso comprar

ia entrou na loja,

à tua procura.

olábio na mão de Tiago,

de Tiago, colocou a

Oliveira pode ficar com o astr

icardo, a voz suave mas

ento do Tiago, Ricardo. Ele à

defendê-lo,

, a ele, Ricar

rriu par

aquele lenço de seda que

ou-o para fora da loja, com

havam, olhavam para Ricar

ia-se um

e, um gri

um incêndio no armazém

essoas começaram a correr

çar na rua, e a confusão aumento

to, Ricardo foi

guda no tornozel

ia. Ela olhou para ele, por

o braço. "Sofia, anda

is para Ricardo no chão, e

dono

arrastou-se como pôde para fora da

à rua, ofegante

m pouco, viu Sofia a voltar

e viu preocupação no rosto dela

indiferença a instala

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Um Amor Em Ruínas
Um Amor Em Ruínas
“Eu, Ricardo Oliveira, passei quatro anos meticulosamente a criar Sofia. Uma talentosa fadista, ela era a peça que faltava, o substituto perfeito para Beatriz, o meu amor de infância, tragicamente perdida. O nosso casamento, o culminar deste "acordo estranho", estava iminente. Mas, na véspera, as vozes que ecoaram na noite revelaram um pesadelo retorcido. Sofia, a noiva que elevara da pobreza, cuja mãe ajudei e cujo irmão transformei, planeava humilhar-me publicamente, fugindo do altar. Tudo, uma farsa orquestrada pelo seu "amigo" Tiago, um parasita que a chantageava com ameaças de suicídio, e a sua própria família cúmplice. Cada euro gasto, cada sacrifício meu, tornava-se um testemunho de engano. Fui traído e humilhado; a "substituta" que eu pacientemente moldava, nutria aversão por mim, conforme ouvi. "Aversão". Como essa palavra me gelou o sangue, confirmando os meus piores medos. A dor era mais aguda do que qualquer perda anterior, a minha busca por um fantasma culminara em desespero e revelação pública. Como pude ser tão cego? Permitir-me ser um mero peão num jogo de manipulação. Mas aquela noite gélida no Alentejo trouxe uma verdade libertadora. Chega de sombras, chega de substitutos! Com o coração pesado, mas uma clareza cortante, cancelei o casamento e fiz as malas para os Açores. Era hora de aniquilar a farsa e, finalmente, cortar o cordão umbilical com o passado. No entanto, o destino, e as intrincadas consequências das minhas escolhas, ainda guardavam um preço trágico a ser pago. Uma perseguição desesperada começaria, levando a desfechos impensáveis, forçando-me a confrontar não apenas os outros, mas também a minha própria libertação da escuridão.”