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Juntos Contra o Destino: Afonso e Ana

Capítulo 1 

Palavras: 696    |    Lançado em: 19/06/2025

rio discreto, o cheiro a papel v

z firme. "Preciso que a minha mor

cretária, de fato cinzento

lencar. Afogamento no Tejo,

corpo seja encontrado e i

to para o 'cadáver'. Semelh

olhou, um arrepio percorreu-lhe a es

elen

financeiros, uma quanti

dia," disse Afonso, levantando-

r Alencar. A sua 'morte

, o seu motorista, João,

a, Senhor

, Jo

ivenda imponente que partilhava com Beatriz Moreira.

prancheta. Era elegante, os cabelos escuros presos num coque desalinhado,

ume a envolvê-lo. Os seus dedos tocaram-lhe o

isse ela, a voz neu

tintivamente. "Nã

celha, surpresa e um l

de pé, ou o dinheiro para o tratamento do

direta e sem rodeios, lembran

m seco. "Estou c

la era palpável. "Como queiras. Tenho t

Ela atendeu, a voz a s

laro. Encont

rrou na mala a

porta. A urgência era incomum, e Afons

lhe algo, qualquer coisa sobre a sua partida imine

iente. "O quê? E

dela, para a distância

Diver

em mais um

mensa, o eco da sua própria re

iz," murmurou para o

uente. Beatriz era uma colega de arquitetura, talentosa mas pobre,

as as despesas médicas de Tiago. Em troca, Beatriz seria sua namora

"comprou-a", movido por um desejo

so pagava, Beatriz cumpria. Ele, no entanto, alimentava a

cidente trivial – uma queda, uma

ersonagem coadjuvante vilão" numa história. Uma história onde Beatriz e

etura, deixá-lo-ia. As suas tentativas desesperadas e possessivas de a re

nição era demasiado rea

a parecia puxá-lo, cada interação com Beatriz, ca

stica: simular a própria morte. Se não podia mudar a his

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Juntos Contra o Destino: Afonso e Ana
Juntos Contra o Destino: Afonso e Ana
“Afonso Alencar, um nome de peso em Lisboa, sempre manteve Beatriz Moreira numa relação curiosa: ele pagava, ela ficava. No fundo, Afonso sonhava que um dia, ela sentiria algo mais por ele. Mas um simples acidente mudou tudo. Subitamente, Afonso viu a terrível verdade: ele era o "vilão" de uma história predefinida, condenado a uma morte trágica para que a sua "heroína" Beatriz pudesse ser feliz com o "herói" Rui Costa. O medo gelou-o. Cada passo, cada encontro, confirmava o seu papel. Preso numa narrativa impiedosa, Afonso decidiu o impensável: simular a sua própria morte. Abandonou tudo, deixou a sua família, a sua identidade. Tornou-se Miguel Santos e fugiu para uma pequena vila piscatória em Espanha, com a esperança de escapar àquele enredo cruel e à mulher que amava. Como podia um homem escapar ao seu próprio destino? A uma história que o queria ver destruído? A sua decisão, um ato de desespero máximo, era a sua única esperança de liberdade. Cinco anos de paz relativa se passaram, uma nova vida construída longe dos fantasmas de um passado "inexistente". Mas então, a sineta da sua tasca tocou, e a voz que ele pensou ter calado para sempre ecoou no silêncio do seu novo esconderijo: "Afonso Alencar, eu sei quem tu és." Beatriz não só o encontrou, como trouxe consigo uma revelação que viraria o seu mundo mais uma vez: "Eu amo-te." A narrativa estava longe de ser reescrita, e o verdadeiro confronto com o destino apenas começara.”