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A Estrela da Manhã Que Renasceu

Capítulo 1 

Palavras: 1632    |    Lançado em: 20/06/2025

à sala de estar, o ar pesado com um

desprovida de qualquer calor

no sofá de brocado,

iogo Almeida vão finalmen

fugir-lhe dos pés, mas

," conseguiu diz

rando a palidez da filha. "E, para garantir que tudo corre sem incidentes, p

Sofia repet

om falsamente carinhoso. "Para te reencontrares, rezares. Até o casame

pairou no ar, carregad

Sofia, o anúncio do exílio era a confirm

vam os "benefícios" do seu isolament

cli

se abrisse com um rangido, revelan

a satisfação mal disfarçada nos seus olh

a um fim, e

de, arrancada das cinz

deu lugar a uma c

stranha serenidade a invadir-lhe o pei

, um turbilhão de

ça renal de Beatriz, a const

ara salvar a t

es ouvira a

m, aos dezasseis anos,

ional, de exigências constantes, de

ejos, esmagados sob o peso

um amor doce e secreto

o, o trauma de uma vida vivida para os outros, cont

a que amava incondicionalme

ofia, a voz firme, s

nem lágrimas. Apena

ra o co

eus rostos, seguida de u

a demasiado fácil,

esolução er

Com a família, com

dicaria daquele amor que s

ncisa era a prova d

recuperando a compostura, embora um vinco de dúv

leve sorriso irónico a bailar

piga

e três dias. Org

ronia da situação não lhes escapava, ma

tal da sua existênci

to, ser uma peça de su

cação para todos os abuso

ças fora o roubo da s

og

ck doloros

a Almeida no Douro. O acid

Amnésia temporária,

sete anos, encontrara-o por a

via o seu rosto devido aos ferimento

s madressilvas que ela

er-lhe contos tradicionai

a "Estrela

to, formado na vulnera

memórias, foram c

mplicidade e mani

perguntar pela sua "Estrela da Man

a sua salvadora, a dona daquela

ição, ainda a fazia sentir um desespero prof

, roubara o seu amor, a sua

tara, em vão, aproximar-se d

do, via-a apenas como a irmã

vezes com crueldade calcul

ção, cada olhar esperançoso,

tornara-se uma constan

ta infrutífera

levantando-se, ansioso por encerrar

tiu, a ironia mais acent

u-lhe um ol

fia. A tua irmã

escapou-lhe, mais um de

e tivesse dito um disparate. A

rtia as suas expectativas de

emóvel de Sofia vibrou

o estúpido, uma reação aut

ncontra-me na Adega Almeida,

rreu-a. Um mau

ava mensagens. Nunca

ia signific

um dos muitos empreendim

um evento de degustação de vi

Diogo,

ço dado com Beatriz,

se dela, o olhar

. Que bom

ciente para que os convida

riz, onde brilhava um enorme anel de noivado. "E que ente

lica foi como um

o rosto. Beatriz sab

as humilhações passadas, mas desta vez, algo

bém uma resignação que s

urou Sofia, a vo

a sair, mas Diogo

a quinta, no próximo sábado. Faz questão

cartão elegante, fo

ada, a presença dela seria

seus olhos azuis que um dia tinham olh

reflexo da manip

esta: ele desprezava-a. E

se, a voz surpree

afastou-se, a dignidade a ú

oivado faustosa na quinta dos Alm

s, ignorada pela maioria, observa

a sua calma, com a ausênci

terrogação na testa, mas Beatriz rapidam

se de uma bebida, o pequeno lenço bordado q

zera para Diogo, nos tempos da "Estrela da Manhã", mas que nunca tivera coragem de lhe dar dire

anhá-lo, Diogo, que

as, quase impercetível, que emanava do t

.." começou

-se ao seu lado, ráp

procura dele!" Exclamou, ar

"Sofia, não acredito! Tentaste r

, sempre atentos

A tentar imitar a tua irmã, a roubar as suas coisas!

te diante de dezenas de convida

mão de Beatriz, depois para Diogo, que a olhava

impo

ai, um aperto forte no braço, m

tudo, uma estranha

im. A última

ali, abandonada por t

Manhã" apagara-s

ta para encontrar

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A Estrela da Manhã Que Renasceu
A Estrela da Manhã Que Renasceu
“Meus pais me chamaram à sala de estar, o ar pesado com uma formalidade gelada. Eu, Sofia Pereira, sempre fui a segunda, a dispensável, a sombra da minha irmã Beatriz. Até que a notícia do noivado da minha irmã Beatriz e Diogo Almeida me atingiu como um raio. E, para 'garantir a harmonia', fui sentenciada a um 'retiro espiritual': exilada num convento remoto na Serra da Estrela, até o casamento ser 'consumado'. O eufemismo 'problemas' pairou, mais uma condenação do que uma sugestão. Desde que nasci, fui apenas uma ferramenta: um rim sobressalente para a minha irmã doente, a minha vida inteira moldada pela necessidade deles. O meu amor por Diogo - a quem secretamente chamei 'Estrela da Manhã' - foi roubado: Beatriz aproveitou-se da amnésia dele, convencendo-o de que ela fora a sua salvadora. Diogo, o homem que eu amava, agora me via com desprezo e crueldade. Humilhada publicamente na festa de noivado, abandonada no hospital pelo desmaio, a minha família preocupava-se apenas em pagar a conta. Meu pai agrediu-me fisicamente, cego de raiva: 'A tua única utilidade foi o rim que deste. De resto, só tens sido um fardo!' Como pude ser tão cega? Como a crueldade deles me marcou? A minha existência era apenas um fardo, uma ferramenta. A dor excruciante, a traição dos que mais amava. Mas, no fundo do poço, algo estalou: uma clareza aterrorizante. A Sofia Pereira morreu ali. E comecei a fazer as malas, não para um convento, mas para uma nova vida. Uma vida onde eu serei a protagonista, não uma figurante sofredora.”