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Minha Voz, Minha Vida: O Renascer da Fadista

Capítulo 1 

Palavras: 750    |    Lançado em: 20/06/2025

da m

ida já est

pela cozinha com a pr

fé fresco para

rradas com a compota ca

a natural, esp

a mesa da copa,

que esta era

dar de Diogo, da

m casamento que

s escadas pe

os no ecrã d

m bom

em silêncio, abso

recolheu a loiça

ra uma constante, um

va o telemóvel para pegar na c

ar

re C

rava a vida deles, ou

sença de Clara, mesmo virtua

one fix

a at

z de Dona Helena Azevedo, a

a, Dona

O Diogo... ele parece mais animado. Ouv

na voz dela

filho, com o fim i

na. O contrato

. O sol da manhã ilumin

volta. Para mim, si

era calma

tanto por tudo isto. P

lena su

para os teus planos futuros, sa

Só quero o meu tempo d

Sofia. Foi isso que ela f

shback

numa instituição d

mília que lhe restava

as acumu

onal, dona de uma vasta quinta pr

médicas, salvaram a

ida de

elena lhe propôs o "

o herdeiro, est

ventude, elegante e de família trad

a com

ma apatia profunda,

uase o matara. Ou talv

a bolsa de estudo numa c

ato, a sua voz carre

dicou

ontrato de

dar dele. Ajudá-lo a

quinta, com ded

da da sua famíli

to, um vislumb

dívida, Diogo, para impressioná-la, ou talvez para se impr

lhara nas águas frias do

esse momento, esse anel recuperado, para a

e de cumprir o acordo, de ter alguém que

i, que o coração de

co anos, el

nais portuguesas,

anizada, a c

ntemente, neg

dela, ele estava

, ele só tinha olhos pa

anos após o início do contrato,

no hospital

ava po

... Cl

a sílaba uma confirmação da

ouvindo o nome da outra, que So

issão f

ca esquec

ia o seu amor, nem sequ

estava a ch

de seguir

ua vida, a sua

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Minha Voz, Minha Vida: O Renascer da Fadista
Minha Voz, Minha Vida: O Renascer da Fadista
“Por cinco anos, minha vida foi uma coreografia meticulosa de serviço. Na opulenta quinta dos Azevedo, preparei o café, as torradas e o sumo fresco para Diogo. Nosso casamento? Um "contrato de gratidão" impiedoso. Ele descia as escadas, olhos colados ao telemóvel, a minha existência uma sombra em sua rotina. Nem um "bom dia". Um dia, espreitei o ecrã: "Clara". Um sorriso genuíno e luminoso rasgou o rosto de Diogo- um sorriso nunca a mim dirigido. Pousei uma pasta à sua frente. "São os papéis do divórcio. E uns documentos para caridade, para assinares." A matriarca dissera: "A Clara regressou." Era o fim. Ele, distraído pelas mensagens da Clara, assinou sem ler. "Estudos? Vais fazer um curso de culinária?" perguntou ele, a cegueira quase absurda. Na tasca, um tacho de azeite fervente voou. Diogo protegeu Clara, eu fiquei exposta. O azeite queimou-me o braço. Ele partiu comigo ali, para levar Clara ao hospital por uma pequena queimadura na mão. "Podes tratar disso?" A dor física era insignificante perto da humilhação. Cinco anos de dedicação, de fingimento, por um homem que me abandonou sem pestanejar. Eu, a esposa, tratada como um incómodo descartável. O vazio era palpável. Havia um nó na garganta que nunca se desfazia. Como pude permitir isto por tanto tempo? Mas a resposta chegou. Sozinha no hospital, a notificação da academia de Paris brilhou. Minha voz. Meu fado. Minha vida. Silenciosamente, sem drama, deixei a quinta. Era altura de me erguer das cinzas. De ser livre. O espetáculo do meu renascimento estava prestes a começar.”