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Minha Voz, Minha Vida: O Renascer da Fadista

Capítulo 2 

Palavras: 461    |    Lançado em: 20/06/2025

estavas

ltou-a. Ele tinha desci

," respondeu S

sem interesse. Pe

ou a noite

na, a imagem de Clara, a

sturava na

tomada. Faltava a

eno-almoço de Di

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perguntou, o tom l

ra te habituares a outros sabo

pretexto para as m

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rou. Ele pegou

siedade no ros

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o genuíno

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de uma mensa

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ou fundo.

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erguntou, ainda a sor

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ra os papéis

? Ah, sim

em ler, os olhos a voltarem

le aceitou, a indifere

de fado," disse Sofia, mais p

Ou Paris. Preciso

nfuso. "Estudos? Vais faz

dele era quase cómica,

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ia ideia. N

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is assinados e

início

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Minha Voz, Minha Vida: O Renascer da Fadista
Minha Voz, Minha Vida: O Renascer da Fadista
“Por cinco anos, minha vida foi uma coreografia meticulosa de serviço. Na opulenta quinta dos Azevedo, preparei o café, as torradas e o sumo fresco para Diogo. Nosso casamento? Um "contrato de gratidão" impiedoso. Ele descia as escadas, olhos colados ao telemóvel, a minha existência uma sombra em sua rotina. Nem um "bom dia". Um dia, espreitei o ecrã: "Clara". Um sorriso genuíno e luminoso rasgou o rosto de Diogo- um sorriso nunca a mim dirigido. Pousei uma pasta à sua frente. "São os papéis do divórcio. E uns documentos para caridade, para assinares." A matriarca dissera: "A Clara regressou." Era o fim. Ele, distraído pelas mensagens da Clara, assinou sem ler. "Estudos? Vais fazer um curso de culinária?" perguntou ele, a cegueira quase absurda. Na tasca, um tacho de azeite fervente voou. Diogo protegeu Clara, eu fiquei exposta. O azeite queimou-me o braço. Ele partiu comigo ali, para levar Clara ao hospital por uma pequena queimadura na mão. "Podes tratar disso?" A dor física era insignificante perto da humilhação. Cinco anos de dedicação, de fingimento, por um homem que me abandonou sem pestanejar. Eu, a esposa, tratada como um incómodo descartável. O vazio era palpável. Havia um nó na garganta que nunca se desfazia. Como pude permitir isto por tanto tempo? Mas a resposta chegou. Sozinha no hospital, a notificação da academia de Paris brilhou. Minha voz. Meu fado. Minha vida. Silenciosamente, sem drama, deixei a quinta. Era altura de me erguer das cinzas. De ser livre. O espetáculo do meu renascimento estava prestes a começar.”