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Minha Segunda Chance Longe de Você

Capítulo 4 

Palavras: 456    |    Lançado em: 20/06/2025

letamente a oferta

ada no quarto, finalizando os

tanto, não a d

apareceu em seu qu

azer um passeio na Pedra Bonita hoje.

nte uma armadilha. So

levantaria

eatriz. A

Beatriz era

dmiravam a vista, foram abo

percebeu imediatam

ou a gritar h

eiro! Ricardo, el

rrou Sofia, outro

cardo! Quem

atriz a cruel satisfação.

dinheiro, mas os sequestradores (claramente c

aqui viva com você

chorando e implorando, para Sofia, q

ão he

atr

urava Sofia a empurrou

to em seus cabel

por uma vegetação densa numa saliênc

tal. Alguns arranhões,

lado de sua cama

você e

eatriz deve estar

tar, mas depois

a. Era mel

tal no dia da festa de no

celebraçã

eto para seu quarto, mas Dona

está tudo bem, Sofia. Pe

mente, el

s luzes se apagaram

sua adolescência, cartas de amor infantis que ela

ilhação

silêncio, depois

o chão se abris

ngiu choqu

uderam fazer iss

ra da sala, fingin

ermelho de fúria,

u pelo braço

? Para estragar meu noi

negar, ele a estapeo

pelo salão

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Minha Segunda Chance Longe de Você
Minha Segunda Chance Longe de Você
“Eu sempre amei Ricardo, o sócio mais velho de meu falecido pai, desde que me entendia por gente. Ele parecia uma figura quase paterna, mas em mim despertava um amor juvenil e intenso, alimentado por um carinho que eu sentia ser único. Contudo, numa fatídica festa da alta sociedade carioca, tudo desabou. Ricardo foi drogado, e eu, movida pela inocência e o desejo de protegê-lo, o levei para um quarto. Aquela noite, o inesperado e indesejável aconteceu, deixando-me com uma sensação profunda de impureza. A partir desse dia, minha vida virou um verdadeiro tormento. Ricardo, transformado em um homem frio e cortante, culpou-me por tudo o que desandou em sua vida. Ele me arrastou para um casamento forçado, onde as humilhações e o controle absoluto eram a rotina diária. E, o mais cruel, ele me forçou a dezoito abortos clandestinos. Cada procedimento era uma tortura, uma parte de minha alma arrancada à força, um símbolo de meu sofrimento sem fim. No décimo oitavo e último aborto, enquanto sentia a vida esvair-se, ouvi a voz gélida de Ricardo ao telefone com o médico: "Só me avise quando ela estiver morta." Como pôde o homem que eu amei, o pai que eu sonhava em ter para meus filhos, manifestar tanto ódio e indiferença? Essa frase, essa indescritível crueldade, fez-me compreender a verdadeira monstruosidade de meu carrasco. Então, veio a escuridão. E, de repente, a luz. Acordei ofegante na noite da festa, o vestido azul ainda impecável. O coração batia descontrolado. Uma segunda chance. As memórias vívidas do inferno que vivi em minha primeira vida impulsionaram-me. Eu não cometeria os mesmos erros. Minha prioridade agora era escapar do Ricardo, daquele destino cruel, e reescrever minha própria história.”
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