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Clemence Vishik

4 Livros Publicados

Livros e Histórias de Clemence Vishik

Maternidade Roubada, Vingança Servida

Maternidade Roubada, Vingança Servida

Moderno
5.0
O cheiro de café e o zumbido dos computadores me recebiam de volta ao escritório após a licença-maternidade. Meu corpo ainda ansiava pelas mamadas e canções de ninar do meu pequeno Léo, de seis meses. Mal sabia eu que a rotina familiar estava prestes a ser despedaçada de uma forma grotesca. No meio da tarde, uma colega de outro departamento, Dona Sofia, aproximou-se da minha mesa com um olhar estranho. Pensei que pediria ajuda com tarefas, ou talvez uma doação. Mas seus olhos fixos em mim sussurraram algo perturbador: "Eu soube que você está amamentando... Eu preciso do seu leite." Minha surpresa foi substituída por um nojo avassalador quando ela, sem hesitar, declarou que seu filho precisava mamar "direto da fonte" . "Dezoito." Meu queixo caiu. Seu filho tinha dezoito anos. A ideia me encheu de repulsa, mas a calma sinistra de Dona Sofia, uma mulher que parecia completamente centrada em sua loucura, era assustadora. Ela me assediou abertamente, me emboscou no banheiro e, com seu filho adulto agindo como um monstro infantil, me trancou em um almoxarifado, tentando me forçar a amamentá-lo. Apesar de ter revidado e escapado por pouco, a empresa e a polícia, temendo a lei de proteção a deficientes, a apoiaram. "Eu te disse. Ninguém acredita na Cinderela quando a Bruxa Má está em uma cadeira de rodas." As palavras dela eram veneno, um grito de triunfo sobre a injustiça. Eu não seria mais uma vítima. Eu tinha uma avó especialista em Krav Maga e um sobrinho adolescente que sabia como bloquear. Se ela usava sua vulnerabilidade como arma, eu usaria a minha. E a dela. Eu não seria a presa.
Minha Segunda Chance Longe de Você

Minha Segunda Chance Longe de Você

Moderno
5.0
Eu sempre amei Ricardo, o sócio mais velho de meu falecido pai, desde que me entendia por gente. Ele parecia uma figura quase paterna, mas em mim despertava um amor juvenil e intenso, alimentado por um carinho que eu sentia ser único. Contudo, numa fatídica festa da alta sociedade carioca, tudo desabou. Ricardo foi drogado, e eu, movida pela inocência e o desejo de protegê-lo, o levei para um quarto. Aquela noite, o inesperado e indesejável aconteceu, deixando-me com uma sensação profunda de impureza. A partir desse dia, minha vida virou um verdadeiro tormento. Ricardo, transformado em um homem frio e cortante, culpou-me por tudo o que desandou em sua vida. Ele me arrastou para um casamento forçado, onde as humilhações e o controle absoluto eram a rotina diária. E, o mais cruel, ele me forçou a dezoito abortos clandestinos. Cada procedimento era uma tortura, uma parte de minha alma arrancada à força, um símbolo de meu sofrimento sem fim. No décimo oitavo e último aborto, enquanto sentia a vida esvair-se, ouvi a voz gélida de Ricardo ao telefone com o médico: "Só me avise quando ela estiver morta." Como pôde o homem que eu amei, o pai que eu sonhava em ter para meus filhos, manifestar tanto ódio e indiferença? Essa frase, essa indescritível crueldade, fez-me compreender a verdadeira monstruosidade de meu carrasco. Então, veio a escuridão. E, de repente, a luz. Acordei ofegante na noite da festa, o vestido azul ainda impecável. O coração batia descontrolado. Uma segunda chance. As memórias vívidas do inferno que vivi em minha primeira vida impulsionaram-me. Eu não cometeria os mesmos erros. Minha prioridade agora era escapar do Ricardo, daquele destino cruel, e reescrever minha própria história.