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Eles Vão Pagar

Capítulo 2 

Palavras: 291    |    Lançado em: 24/06/2025

to de hospital b

isa que senti

ente para a minha barriga.

to, o seu rosto era uma másca

daste. O médico virá f

u, a voz a falhar. "O

ra evitou

explicar-t

ra Silva. Ela estav

nsivos. A cirurgia correu bem, mas ela está

, desprovidas de emoção, mas

s velho, com olhos cansados. Ele

amento

isou de dize

mento da placenta. Fizemos tudo o que podíamos, m

buraco a abrir-se no meu peito,

a um m

chamar-l

ocedimentos, os riscos, a minha própria recu

lado. Peguei nele. Nenhuma chamada

sado quase u

amada foi direta

vel desligado ou t

e sem alegria que a

lho tinh

rido não q

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Eles Vão Pagar
Eles Vão Pagar
“Eu estava grávida de oito meses, prestes a dar as boas-vindas ao nosso Tiago. Com o Miguel, meu marido, planeávamos um futuro feliz e uma vida serena. Era para ser o capítulo mais alegre da nossa história. Mas num instante, tudo desabou num pesadelo. Um acidente brutal na autoestrada A5. O som ensurdecedor do metal a rasgar. O nosso carro completamente destruído. A minha mãe, Laura, gemia ao meu lado, inconsciente. Com as mãos a tremer, apesar da dor excruciante no abdómen, consegui ligar ao Miguel. Mas a sua voz não era de preocupação, era fria e impaciente. Ele não podia vir, alegou, pois tinha de cuidar da sua meia-irmã, Sofia, que "torcera o tornozelo" numa queda. No hospital, a primeira coisa que senti foi o vazio lancinante onde antes havia vida. O médico confirmou a minha maior dor: o nosso bebé não resistiu. Enquanto a minha mãe lutava pela vida nos Cuidados Intensivos, o Miguel apareceu. Não sozinho, mas com a Sofia, que mancava de forma teatral, e o seu pai, Jorge. Em vez de consolo ou luto, recebi acusações revoltantes. Ele e o Jorge disseram que eu estava "emocional" e que devia pedir desculpa à Sofia pelo "drama". Para selar o seu abandono cruel, o Miguel mudou de número, cortando qualquer forma de comunicação. Meu filho morto, minha mãe entre a vida e a morte, e meu marido os abandonava por uma mentira tão descarada? Como podiam ser tão frios e cruéis? A dor da traição era quase tão insuportável quanto a perda. A sua indiferença perfurava mais fundo que qualquer ferida física. Mas a verdade veio à tona, de forma brutal. A minha amiga Clara enviou-me a prova irrefutável. A Sofia, de salto alto, brindando alegremente com mimosas num café chique no Chiado. A data e a hora eram claras: duas horas depois do meu acidente. A sua "dor" era uma farsa abominável. Naquele instante, a minha dor transformou-se em fúria controlada. Eu não quebrei. Forjei uma armadura de raiva e determinação. E jurei que eles pagariam, cada um deles, por terem transformado a minha vida num inferno. A guerra acabava de começar, e eu tinha as armas necessárias.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10