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O Sangue Que Faltou

Capítulo 2 

Palavras: 445    |    Lançado em: 24/06/2025

do corredor durante o que pareceram hor

voltou

mensag

mão enquanto ela tremia por causa de uma aranha,

a estranha, fria e p

elada necessária com uma enfermeira de rosto simpáti

sei

tico, as luzes da cidade a passare

eu chamava de lar, parecia de rep

armário. Comecei a deitar lá para dentro as minhas roup

as de ganga, r

embrança de uma vid

brou em cima da ca

no

utra vez

ndo-o em alta-voz enquanto

nde estás? Fui ao hospital e não estavas lá!" a

disse eu, a min

ara aí. Precisamos de falar.

rreu, Miguel. Morreu porque o seu dador de sangue, o seu genro, est

nte. "Tu não a viste! Ela estava num estado lastimável! Mal conse

sua tragédia pessoal que se tinha tornad

não era frágil? Deitado numa cama de hos

teu pai... foi uma doença. O pânico da Clara fo

feito um

O som foi alto e definit

estou a fazer a minha. Quando chegares,

s que ele pude

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O Sangue Que Faltou
O Sangue Que Faltou
“O som áspero do telemóvel na minha mão ecoou no silêncio mortal do corredor do hospital. O Dr. Almeida acabara de sair do quarto do meu pai, o seu rosto, uma máscara de pesar profissional. As palavras "Lamento, Sra. Sofia. Fizemos tudo o que podíamos" não pareciam reais. O meu pai estava morto. Morto porque a transfusão de sangue de que ele desperatemente precisava – tipo O negativo, o sangue raro que corria nas veias do meu marido, Miguel – nunca chegou. E porquê? Miguel estava com a Clara. "Ela teve um ataque de pânico terrível, coitada. Viu uma aranha e desabou," ele disse. Uma aranha. O meu mundo inteiro ruiu e o motivo pelo qual Miguel não estava ao meu lado era uma aranha. A raiva gelada encheu-me o estômago. Ele não ligou, nenhuma mensagem. Quando o confrontei, defendeu-se, dizendo que "tinha de fazer uma escolha." No funeral, ele trouxe-a. Clara, a viúva frágil, lágrimas falsas, o braço no dele. O auge da afronta. Mais tarde, no velório, Miguel tentou justificar-se com uma história trágica. Mas o que ele me disse a seguir foi monstruoso: "O teu pai já era velho e estava doente. A morte dele era inevitável. A situação da Clara era mais urgente." O meu pai, reduzido a uma inconveniência na agenda de salvamento de Miguel e Clara. Todas as emoções evaporaram. Olhei para o homem com quem partilhei a minha vida e não senti nada. Apenas um vazio vasto e absoluto. "Sai da minha casa," disse eu, a minha voz firme. "O meu advogado vai contactar-te sobre o divórcio." É a minha vez de fazer uma escolha. A escolha de ser livre.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10