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A Voz da Prova

Capítulo 2 

Palavras: 441    |    Lançado em: 24/06/2025

meira coisa que senti foi o vazio. A minha barriga, antes

ustar o meu soro. Ela viu que eu estava ac

se s

meu ventre. O vazio ali era uma respo

seus olhos encher

egaram mesmo a tempo. O stresse e a hi

escolhendo as pal

as o bebé... o seu filho era de

rrer pelo meu rosto, silenciosas e quentes. Eu não soluçava, n

O nosso bebé, que tínhamos

do pela sua mãe, Isabel, e o seu padrast

m preocupados. P

egaste," disse a Isabel,

a, os braços cruzados. Ele

uma tempestade daquelas? Foi uma imprudênc

um por um. Três rost

rina?" perguntei,

u o Tiago, finalmente a olhar para mi

abalada. E eu? O q

ilho morre

aíram diretas

s ombros, um gesto

ia. Mas não podes culpar-me. Eu

de uma forma nova, dura e fria. O amor que eu sentia por ele, a e

disse, a minha voz su

no quarto

u-se, um

rapariga. Passaste por um trauma

diretamente para o Tiago, "Estou a p

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A Voz da Prova
A Voz da Prova
“A água já batia na porta do meu carro, subindo perigosamente na Baixa de Lisboa. O céu era negro, o telemóvel morria, e a minha barriga de oito meses apertava-se contra o volante. Liguei ao Tiago, o meu marido, pela décima vez, implorando ajuda. "Tiago, o carro está preso na inundação! A água sobe, não consigo sair!", gritei, o bebé chutava, agitado. Ao fundo, ouvi o choro exagerado da sua meia-irmã, Catarina. "Laura, resolve isso. Não posso deixar a Catarina, ela torceu o tornozelo e está em pânico," ele respondeu frio, e desligou. O clique ecoou no carro que se enchia de água. Fui abandonada. Acordei depois, no hospital, a minha barriga vazia. O stress e a hipotermia levaram ao parto prematuro. O meu filho estava morto. Tiago e a família chegaram, sem condolências, apenas acusações: "Imprudência, Laura!" Catarina, sem um arranhão, dramatizava a sua 'dor' . A dor gélida virou raiva. Olhei para aqueles rostos, vazios de humanidade. Eu e o meu filho nunca fomos a prioridade. Nunca. Ele escolheu a suposta fragilidade de Catarina, comprando-lhe um colar de luxo no dia da nossa tragédia, enquanto eu lutava pela vida. Mas havia um detalhe que eles ignoravam. O Tiago, por "segurança", havia instalado no meu telemóvel uma função que gravava todas as chamadas. Cada palavra da sua traição, da sua indiferença, estava ali. Era a prova. "Quero o divórcio", anunciei, a minha voz firme. Não era vingança, era justiça. E eu tinha as ferramentas para a conseguir.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10