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A Voz da Prova

Capítulo 3 

Palavras: 423    |    Lançado em: 24/06/2025

ério. Pensaram que era

ltaram. Desta vez,

nal de um tornozelo torcido. O seu rosto estava pálido e os

um sussurro frágil, "Eu não queria causar prob

a confortasse, que eu dis

em silêncio,

ço protetor à volt

o," ele disse-me, como se eu foss

te bem para alguém com um tornozelo t

Rui, o pai dela, d

em pânico. O medo pode fazer coisas estra

que eles usavam muito, mas

ndo para o Tiago, "Ele estava a morrer enquanto tu con

gra, "O Tiago fez o que achou correto. Somos u

iou. Ele deixou

lha de raiva, "Eu disse-te para ligares para os bombeiros! Não sou um super-herói, Laura!

sussurrei, mais para

justificar, a culpar. As suas vozes era

hei os

u disse, s

q

s do meu qu

z parar. Por um momento, houve apenas o som do monito

passos a afastarem-se

a vez. E pela primeira vez desde que acor

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A Voz da Prova
A Voz da Prova
“A água já batia na porta do meu carro, subindo perigosamente na Baixa de Lisboa. O céu era negro, o telemóvel morria, e a minha barriga de oito meses apertava-se contra o volante. Liguei ao Tiago, o meu marido, pela décima vez, implorando ajuda. "Tiago, o carro está preso na inundação! A água sobe, não consigo sair!", gritei, o bebé chutava, agitado. Ao fundo, ouvi o choro exagerado da sua meia-irmã, Catarina. "Laura, resolve isso. Não posso deixar a Catarina, ela torceu o tornozelo e está em pânico," ele respondeu frio, e desligou. O clique ecoou no carro que se enchia de água. Fui abandonada. Acordei depois, no hospital, a minha barriga vazia. O stress e a hipotermia levaram ao parto prematuro. O meu filho estava morto. Tiago e a família chegaram, sem condolências, apenas acusações: "Imprudência, Laura!" Catarina, sem um arranhão, dramatizava a sua 'dor' . A dor gélida virou raiva. Olhei para aqueles rostos, vazios de humanidade. Eu e o meu filho nunca fomos a prioridade. Nunca. Ele escolheu a suposta fragilidade de Catarina, comprando-lhe um colar de luxo no dia da nossa tragédia, enquanto eu lutava pela vida. Mas havia um detalhe que eles ignoravam. O Tiago, por "segurança", havia instalado no meu telemóvel uma função que gravava todas as chamadas. Cada palavra da sua traição, da sua indiferença, estava ali. Era a prova. "Quero o divórcio", anunciei, a minha voz firme. Não era vingança, era justiça. E eu tinha as ferramentas para a conseguir.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10