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A Escolha de Leo

Capítulo 1 

Palavras: 433    |    Lançado em: 24/06/2025

iro de desinfetante era forte. A minha mão foi instintivamente para a minha barrig

ilho tinh

arido, Leo. Ele não parecia preocupado.

rer por causa da Clara. O gato dela teve um ataque de asma por causa do fumo do

do da minha cama, suspirando a

me ligar, em pânico. Tiv

m. Não uma única palavra sobre o nosso bebé. O

como um sussurro, seca

regalados em descrença, e depois a s

a falar a sério?

lou descont

estava em pânico! Ela é a minha irmã! O que é que quer

corrigi-o calmamente.

o meu dia a ajudar a minha família, e é ass

ar de um lado para o o

de fumo. A Clara, por outro lado, estava a ter um v

casei, o pai do meu filho morto. Ele não via. Ele não via que ao es

o. Quinze vezes. Ele não atendeu nenhuma. A última coisa de que me lembro ante

e exigiu. "Vais ficar aí dei

r", respondi. "A minha

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A Escolha de Leo
A Escolha de Leo
“Acordei num quarto de hospital, o teto branco girando enquanto o cheiro de desinfetante me invadia. A minha mão foi à barriga, vazia. O meu filho tinha partido. O meu marido, Leo, entrou, mas não trouxe luto ou consolo. A sua testa estava franzida de irritação. "Finalmente acordaste," disse ele, queixando-se de ter passado o dia a socorrer a irmã, Clara, cujo gato tivera um ataque de asma por causa do fumo do INCÊNDIO NO MEU PRÉDIO. Nem uma palavra sobre mim, ou sobre o nosso bebé morto. Para ele, o meu "drama" era um incómodo. A sua família uniu-se nos ataques, o pai Ricardo a chamar-me "ingrata", a mãe Isabel a insinuar que a culpa era minha por não ser "forte" o suficiente. Leo deixou-me, de luto, para ir consolar a "culpa" de Clara, e ainda sugeriu: "Podemos tentar ter outro bebé." Outro bebé? Como se a vida do nosso Mateus fosse substituível. Como podia ele, o homem que jurei amar, ver o nosso filho como um inconveniente, e a mim como histérica? A clareza gelada atingiu-me: ele não escolheu salvar-nos; ele escolheu abandonar-nos. Mas porquê? Naquele momento, algo em mim estalou. A dor transformou-se em determinação. Eu não seria mais uma vítima. Comecei a recolher provas, registos telefónicos, relatórios do incêndio, dados da qualidade do ar. Tudo para expor a verdade, a sua escolha deliberada de me deixar morrer naquele inferno enquanto acudia um "capricho". A justiça devia ser feita.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10