Ronnie Fink
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Livros e Histórias de Ronnie Fink
Amor Verdadeiro, Vingança Concluída
LGBT+ Por oito anos, Helena viveu para Arthur, dedicando corpo e alma a um homem que via nela apenas uma ferramenta.
Ela o defendeu de todos os perigos, literais e figurados, suportando cicatrizes e humilhações públicas em nome de um amor cego, acreditando que um dia ele finalmente a enxergaria.
Aquele dia chegou com a cerimônia de união, um evento grandioso onde Arthur declarou seus destinos entrelaçados, fazendo-a chorar de alegria.
Mas a felicidade virou horror quando, ao pé do altar, ele sussurrou que tudo era um disfarce para seu caso com a prima, Lívia, transformando-a na "idiota útil".
O desespero tomou conta de Helena quando um lustre desabou, matando acidentalmente Lívia, e Arthur, consumido pela dor, a acusou publicamente do assassinato.
A fúria dele o levou a atacá-la, chutando-a e matando-a com um pedaço de metal, enquanto Lívia chorava, convencido de sua culpa.
Na morte, Helena fez uma promessa gélida: se tivesse uma segunda chance, Arthur pagaria.
E, incrivelmente, ela acordou.
Helena renasceu um ano antes, no exato dia em que Arthur iria pedir Lívia em casamento.
A mulher ingênua morreu, e em seu lugar surgiu uma estrategista fria, pronta para a vingança.
Sem hesitar, ela pegou o telefone e ligou para o maior inimigo de Arthur, Gael.
"Case-se comigo", ela propôs, selando um pacto de destruição contra o homem que a traiu e assassinou. A Escolha de Leo
Moderno Acordei num quarto de hospital, o teto branco girando enquanto o cheiro de desinfetante me invadia.
A minha mão foi à barriga, vazia.
O meu filho tinha partido.
O meu marido, Leo, entrou, mas não trouxe luto ou consolo.
A sua testa estava franzida de irritação.
"Finalmente acordaste," disse ele, queixando-se de ter passado o dia a socorrer a irmã, Clara, cujo gato tivera um ataque de asma por causa do fumo do INCÊNDIO NO MEU PRÉDIO.
Nem uma palavra sobre mim, ou sobre o nosso bebé morto.
Para ele, o meu "drama" era um incómodo.
A sua família uniu-se nos ataques, o pai Ricardo a chamar-me "ingrata", a mãe Isabel a insinuar que a culpa era minha por não ser "forte" o suficiente.
Leo deixou-me, de luto, para ir consolar a "culpa" de Clara, e ainda sugeriu: "Podemos tentar ter outro bebé."
Outro bebé? Como se a vida do nosso Mateus fosse substituível.
Como podia ele, o homem que jurei amar, ver o nosso filho como um inconveniente, e a mim como histérica?
A clareza gelada atingiu-me: ele não escolheu salvar-nos; ele escolheu abandonar-nos.
Mas porquê?
Naquele momento, algo em mim estalou.
A dor transformou-se em determinação.
Eu não seria mais uma vítima.
Comecei a recolher provas, registos telefónicos, relatórios do incêndio, dados da qualidade do ar.
Tudo para expor a verdade, a sua escolha deliberada de me deixar morrer naquele inferno enquanto acudia um "capricho".
A justiça devia ser feita. Quando o Silêncio Grita
Moderno Eu estava grávida, a nossa família cresceria.
Pensava eu, ingénua, que o meu futuro com Leo era certo.
Mas havia sempre a "amiga" Sofia, um poço sem fundo de atenção do meu marido.
Então veio o pesadelo: um choque anafilático.
Eu estava sufocando, lutando para respirar, desesperadamente ligando para Leo.
Onde estava ele? Consoloando Sofia porque o gato dela tinha fugido.
No hospital, a médica confirmou o impensável: "O feto não sobreviveu."
Liguei para Leo, e ouvi risos, música.
A voz dele, impaciente: "O que foi agora? Estou ocupado."
A minha dor era invisível para ele, eclipsada pelo drama do gato da Sofia.
Quando lhe disse que o nosso bebé morrera, ele chamou-o um "mal-entendido" .
Não bastasse, a mãe dele, Helena, logo ligou, não para me consolar, mas para me acusar.
"Cruel! Ingrata! Não sejas ciumenta!" , enquanto repetia: "A Sofia precisava dele!"
Eu quase morri, perdi o meu filho, e eles preocupavam-se com a 'pobre' Sofia.
Senti-me sozinha, mais sozinha do que nunca.
Um mal-entendido? Ele chamou a isso um mal-entendido?!
O meu bebé morto porque o meu marido estava a salvar um gato!
A raiva fria preencheu o vazio da dor.
"Eu não estou a deitar fora o nosso casamento, Leo. Tu já o fizeste."
Nesse momento, a decisão solidificou-se.
Eu não ia implorar por migalhas; eu ia exigir.
E sim, Leo, as ações da sua família valem muito.
Prepare-se, porque esta mulher ferida vai lutar por cada cêntimo que lhe é devido.
A minha vingança está apenas a começar. Você pode gostar
Dois Pais, Um Destino: Salvando Leo
Gong Zi Qing Mo O médico entregou-me o relatório.
As palavras ecoaram na minha cabeça: "Zero".
A compatibilidade da medula óssea entre mim e o meu filho, Leo, era zero.
Zero. Como era possível?
O meu filho, o meu pequeno Leo, estava a morrer de leucemia, e eu não era o seu pai biológico.
Liguei à minha mulher, Sofia, para lhe dar a notícia devastadora.
Em vez de preocupação, recebi irritação.
Ela estava a celebrar com o irmão e o chefe dele, enquanto o nosso filho lutava pela vida.
Quando lhe disse a verdade, ela não só negou como me acusou de mentir.
"És um monstro! Acabou, Miguel! Quero o divórcio!"
Ela desligou e bloqueou-me.
A mulher que amava, a mãe do meu filho, estava a proteger um segredo que podia matar o Leo.
O meu mundo desmoronou-se, mas o amor pelo meu filho era mais forte que a dor.
Vasculhei as coisas dela e encontrei um diário.
As páginas revelaram um caso com o seu chefe, David Andrade, e a decisão calculista de me enganar.
"Estou grávida. Pode ser do David. Mas o Miguel vai ser um bom pai. É o melhor para todos."
O melhor para todos? As suas mentiras iriam custar a vida do meu filho!
A raiva fria preencheu cada célula do meu corpo.
Eu sabia quem era o verdadeiro pai biológico do Leo.
E eu ia fazê-lo assumir a responsabilidade.
Mesmo que isso significasse destruir tudo.