Login to Lera
icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon
closeIcon

Reclame seu bônus no App

Abrir

Gong Zi Qing Mo

4 Livros Publicados

Livros e Histórias de Gong Zi Qing Mo

O Jogo Acabou, Jacob

O Jogo Acabou, Jacob

Moderno
5.0
Esta foi a nonagésima nona vez que Jacob Gordon me arrastou ao escritório de advocacia para discutir o nosso divórcio. Sempre cedia, sempre rastejava de volta, humilhando-me para anular os papéis. Mas desta vez, algo dentro de mim partiu-se, e eu assinei, a mão firme, em Lisboa. Ao sair, Nicole Perry, a parceira de Jacob, quase me atropelou e, para meu horror, exibiu o meu precioso violão da minha mãe, que Jacob lhe deu. E com um sorriso cruel, ela quebrou-o. Momentos depois, um lustre de cristal desabou, e Jacob, num movimento fluido, me atirou ao chão para proteger Nicole, ferindo-me gravemente. Recuperei no hospital, apenas para descobrir que Jacob e Nicole estavam agora a morar na nossa casa. Ele encenava demonstrações de afeto com ela, a casa transformou-se num palco para a minha humilhação. Num jantar, Nicole fingiu uma reação alérgica, e Jacob, satisfeito com a minha "reação", me forçou amêndoas, o meu alérgeno mais grave, resultando noutra hospitalização. Cada batida do meu coração, cada respiração, tornou-se um desafio. O período de reflexão do divórcio estava a chegar ao fim, e ele pensava que eu o anularia, como sempre. Mas com a dor e a traição, veio uma nova raiva, uma nova resolução. Quando soube que Nicole me roubara as músicas e que Jacob a ajudara, a minha raiva e desespero atingiram o auge. Foi então que uma chamada de Hugo Neame, um velho amigo, mudou tudo. Ele propôs-me ir para Madrid, recomeçar. Será que ele me libertaria ou era tarde demais para eu recuperar a minha vida e a minha música?
Adeus, Passado Sombrio

Adeus, Passado Sombrio

Jovem Adulto
5.0
A morte foi um alívio frio, um silêncio que chegou depois de muita dor, com o veneno queimando em minhas veias e a imagem de minha mãe, enforcada, sem vida, uma vítima de uma crueldade que deveria ter sido só minha. Mas então, eu respirei, e o ar úmido e pesado, cheirando a chuva e asfalto molhado, encheu meus pulmões com uma urgência chocante. Abri os olhos e lá estava ele, Pedro, meu namorado, irritado, as palavras dele ecoando um pesadelo: "Sofia, qual é o seu problema? Estamos todos esperando por você, não podemos nos atrasar por sua causa!" Era o dia do concurso para a bolsa, o mesmo dia em que tudo desmoronou na minha vida anterior, com as memórias da traição, do veneno na festa, da humilhação pública da minha mãe e do seu suicídio, tudo voltando em uma avalanche de dor e ódio. Eu tremia, não de amor, mas de um pânico gelado ao ver aqueles que me rodearam enquanto Juliana me envenenava, os mesmos que riram e espalharam as mentiras que destruíram minha mãe, tudo sob o pretexto da minha "inveja". Naquela vida, eu implorei, avisei sobre a tempestade e o deslizamento iminente, mas eles zombaram, chamando-me de dramática, de invejosa. Desta vez, eu não cometeria o mesmo erro. Com a voz firme, sem o tremor da Sofia ingênua que eu fui, disse: "Pensem o que quiserem. Eu não vou esperar, quem quiser vir, venha agora, o ônibus que vai pelo caminho alternativo sai em cinco minutos", e comecei a andar, sem olhar para trás, deixando-os entregues a si mesmos e ao destino sombrio que os aguardava.
Vingança Amarga, Amor Resiliente

Vingança Amarga, Amor Resiliente

Moderno
5.0
Há cinco anos, minha vida girava em torno da minha filha, Ana, e do meu neto, João. Eu fui a babá gratuita, a empregada sem salário, a idiota que dedicou tudo por eles. Achava que fazia meu papel, mas só era uma ferramenta conveniente. A ficha caiu no dia em que fui atropelada salvando João de um carro em alta velocidade. Acordei no hospital, com a perna quebrada em três lugares, a agonia insuportável. Mas a dor física não era nada perto do que ouvi. Minha filha, Ana, me via como um estorvo, uma inconveniência. "Quem vai cuidar do João? Quem vai fazer as coisas em casa?" perguntou ela, sem um pingo de preocupação pela minha dor. Meu genro, Pedro, me acusou de negligência, e a mãe dele, a Senhora Silva, me chamou de inútil, um peso morto. Eles me queriam morta, ou pior, queriam se aproveitar da minha desgraça. Para eles, eu era apenas um corpo quebrado de onde podiam arrancar dinheiro. Foi então que Pedro, com um brilho ganancioso nos olhos, propôs a ideia mais canalha de todas: forjar um golpe de indenização. "Sua mãe só precisa dizer que as lesões são muito piores. Que ela perdeu a memória, que não consegue mais andar." Eles me olhavam, esperando minha concordância, querendo que eu participasse de sua fraude repugnante. Mas, naquele instante, algo mudou em mim. A tristeza deu lugar a uma raiva gelada. A mulher boazinha e abnegada morreu ali. "Não", disse eu, com a voz firme. "Eu não vou mentir. Eu não vou participar dessa sujeira de vocês. Fora daqui. Saiam do meu quarto. AGORA!" Eles ficaram paralisados, chocados com minha reação. A ovelha mansa finalmente estava mostrando os dentes. Era o começo da minha nova vida, longe da toxicidade deles.