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A Mentira Por Trás do Berço

Capítulo 1 

Palavras: 467    |    Lançado em: 25/06/2025

o hospital foi a primeira coisa que v

a, um eco surdo do

egurava o seu telemóvel, o rosto

ordada... Não, o bebé...

am-me. O bebé. O nosso b

escorrer pelo meu rost

mos a caminho do hospital para um check-up de

olhou para mim, os seus olhos cheios

como te

ra suave, m

. Sofia era a minha enteada, filha do primeiro cas

O meu pai levou-a para casa. Ela só tem

tâneo, mas depois out

Leo? Es

r. "Estou bem. Só

o que ele não estava a dizer. O seu

minha voz a tremer

interrompeu-me, a sua voz subitam

se. "Vou busc

deixando-me sozinha com a minh

anela. O céu e

beceira. Peguei nele. Tinha dezenas

olta, uma mensagem do meu sogro

mas tens de ser forte pela Sofia. Ela es

me confortaram. Sen

a Sofia? E quem seria forte po

unca teria a oport

trou com uma enfermeira.

r-me. Estava a evi

nte e pensando na mensagem do meu sogro, uma ver

u não era um

ida da Sofia. E eu tinha falhado na min

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A Mentira Por Trás do Berço
A Mentira Por Trás do Berço
“Acordei no hospital após o acidente de carro que me roubou o nosso bebé de sete meses. Mal abri os olhos, ouço Leo a falar ao telefone: "Não, o bebé... o bebé não sobreviveu." A dor era dilacerante, o vazio na minha barriga insuportável. Mas em vez de consolo, recebi uma mensagem do meu sogro: "Tens de ser forte pela Sofia. Ela precisa de uma mãe." Para eles, eu não era uma mãe de luto, era a substituta da mãe falecida da Sofia, e tinha falhado na minha única tarefa: dar um herdeiro. Leo evitava-me, a nossa perda era um tema proibido. Quando tentei falar, ele explodiu: "Sinto raiva por teres sido tão descuidada!" Culpava-me pelo acidente causado por um condutor bêbado. O choque e a raiva cresciam. Eu questionava se o meu casamento era amor ou apenas conveniência. Será que eu era só um útero para preencher um vazio? Um dia, Sofia, a filha do Leo, mostra-me algo que me gela o sangue: o diário da sua mãe, Clara. Lembro-me do que a Sofia me disse: "O avô disse que a mamã estava grávida de um menino quando ficou doente." Leo sempre me escondera que Clara morrera grávida. Ao ler as palavras de Clara, o horror instalou-se. Ela não morreu de cancro, eles deixaram-na morrer! Forçaram-na a adiar o tratamento para dar à luz um herdeiro. Eles tinham-na sacrificado pelo seu egoísmo, e eu era a próxima. A raiva fria preencheu-me. Peguei no telemóvel e liguei ao meu pai: "Pai, podes vir buscar-me? Preciso de sair desta casa." O passado e o futuro colidiram, e eu sabia que não seria mais uma vítima.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10