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A Vingança da Herdeira Roubada

Capítulo 3 

Palavras: 380    |    Lançado em: 25/06/2025

que encontrei. O quarto cheirava a l

inha decisão estava ma

r-me do Miguel. Eu ia ter

upas do dia anterior e fui

va escrito em letras dourad

estava a arranjar um manequim, vestindo-o com um vestido q

uando entrei, um sor

resa. Vieste faz

a melosa, co

ar o meu din

u por um segundo, mas

ontou? Que alívio. Eu estav

para uma cade

, vamos c

maneci

Eu quero os cento e cinquen

som agudo e

O dinheiro já foi investido na loja. Nova cole

e estivéssemos a

me importo. Esse dinheir

eu irmão. E o que é do

, o seu tom a to

tudo o mais. Mas não podes culpar-me por isso. Talvez

era calculada

bes nada s

odias mudar as coisas. Mas o Miguel será sempre leal a

riu, vi

licença, tenho c

dispensando-me como se

queimar-me por dentro. Ela

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A Vingança da Herdeira Roubada
A Vingança da Herdeira Roubada
“O médico disse que a FIV falhou. Mais um ciclo, mais uma esperança a desvanecer-se. Três anos a tentar, com o dinheiro a escassear. Em casa, o silêncio era esmagador, um eco da minha alma vazia. Abri o portátil, a nossa conta poupança. O saldo: 7,84€. Cento e cinquenta mil euros da herança da minha avó tinham desaparecido, transferidos para uma conta desconhecida. Miguel chegou. O seu sorriso congelou ao ver o ecrã. "Miguel, onde está o dinheiro?" Ele confessou, num sussurro covarde. "Foi para a Sofia. O negócio dela..." Sofia, sua irmã mimada, irresponsável. Ele dera a nossa última esperança a ela. A sua família tentou justificar, minimizando a traição como um "empréstimo" e chamando-me de "dramática". "É só dinheiro", disse Miguel, com uma calma que arrefeceu a minha dor em gelo. "Não sejas tola, Lúcia. O casamento é para sempre", implorou a minha sogra. A herança da minha avó. O nosso sonho de um filho. Tudo roubado para salvar uma boutique de luxo. Senti-me perdida, cercada por uma família que validava o abuso. No entanto, a verdade nua e crua veio de forma mais fria. Escondida no escritório de Miguel, ouvi a Sofia rir: "Ela acreditou mesmo que eu ia pagar?" E Miguel, o meu marido, concordou em mentir. Para me proteger de quê? Da verdade? Não. Para proteger a sua irmã. Ele não ia me defender. Ele nunca o faria. Naquele momento, não havia mais dor; apenas uma clareza cortante. Naquela noite, eu estava num jantar na casa dos meus sogros, uma armadilha de falsa reconciliação. Eles apresentaram um acordo para eu assinar, "para a minha paz de espírito". Eu sorri. Tirei da mala a notificação judicial. "Eu não vou assinar isso. Isto, no entanto, é para vocês." Deixei-os no caos. O meu inferno tinha-os encontrado.”
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