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Do Bode Expiatório à Justiceira

Capítulo 1 

Palavras: 536    |    Lançado em: 26/06/2025

ou no dia em que o meu

iu da

hospital, ele já

meu braço com força, as suas u

do ligou-te o dia todo, p

rouca e chei

estava partido e escuro. Tinha-o deixa

eu telemóvel ficou sem b

ir uma oitava. "O teu sogro morreu, é isso que

Pedro, afastou

m isso. A Lúc

im, os seus olhos v

trocar uma lâmpada na e

voz

uito tempo a chegar. El

tinha sido bom para mim, muito melhor do q

Clara, aproximou-se, a chorar

tivesse em casa, o pai não teria subido àquela escada! Ele só foi t

paral

sualmente que a luz do corredor estava a piscar e que

a observação tão simpl

isse, a minha voz a tremer. "Eu

ireção. "Tu vives na nossa casa, não pagas renda, e ainda t

ôs-se e

ga! Não é altu

nosso pai está morto, e tu aind

seu rosto contorc

a nossa família, só trouxe desgraça. O teu pai estava

fendesse, que dissesse que era um acidente

olhou para o ch

oi a resposta ma

etante no ar, eu percebi que o meu casamento tinha acabado. A morte de Miguel

mpre a intrusa, a caus

eu amar-me e proteger-me, nunca es

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Do Bode Expiatório à Justiceira
Do Bode Expiatório à Justiceira
“O meu casamento acabou no dia em que o meu sogro, Miguel, morreu. Ele caiu da escada, um acidente trágico, mas para a minha família, eu era a culpada. Cheguei ao hospital, telemóvel partido, para encontrar a minha sogra, Sofia, e a minha cunhada, Clara, aos gritos. "Onde estavas? É tudo culpa dela!" Elas me acusaram de ter causado a morte de Miguel por uma simples observação sobre uma lâmpada. O Pedro, o meu marido, assistiu a tudo em silêncio. O seu silêncio foi a sentença de morte para o nosso casamento. Fui tratada como uma intrusa, uma mancha, um lembrete vivo da sua perda e do seu ódio. No funeral, ninguém me dirigiu a palavra. Eu era invisível, ou pior, o bode expiatório perfeito. Expulsaram-me de casa, rejeitaram-me como se nunca tivesse sido parte da família. Pedro dobrou-se aos desejos delas, a sua fraqueza selou o nosso destino. Assinei os papéis do divórcio sem hesitar, o seu silêncio já tinha dito tudo. A sua família reescreveu a história, apresentaram-se como vítimas impecáveis nos jornais. Eu fui apagada, como se nunca tivesse existido. A raiva e a dor sufocavam-me, a injustiça queimava a minha alma. Sonhava com os seus olhares acusadores e o silêncio do Pedro. Então, um dia, recebi uma mensagem. Era de Rui, um velho amigo de Miguel: "Precisamos de falar. É sobre o Miguel." Ele tinha um frasco de comprimidos misteriosos e uma verdade chocante sobre a minha sogra assassina. Não foi um acidente. E eu, sem nada a perder, decidi que a verdade viria à tona.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10