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Do Bode Expiatório à Justiceira

Capítulo 2 

Palavras: 815    |    Lançado em: 26/06/2025

foi três d

a figura silenciosa no m

falou

la, a receber as condolências. Elas chor

cara de exaustão. Ele olhou para mim uma vez, u

ou sobre como Miguel era um bom

nte quando eu chegava a casa tarde do trabalho. Ele a arranjar a minha bicicleta se

ão estava a chorar apenas pela sua morte, mas também

l, voltámos para

, fria. A ausência d

favorito dele, a abraçar

" disse ela, a s

ua volta. Eu fiquei de pé perto da p

nuou, olhando diretamente para o Pedro. "Ele

depois os seus olho

não és me

perava ser. Eu não

e a Clara, a sua voz cortante. "

começou, mas a

a sua voz firme. "Esta é uma casa de luto. N

les. Não uma nora, não um membro da famíl

i para

ed

ualquer coisa. Que dissesse que eu era a s

tou o m

amos falar sobre

-se. "A decisão está tomada. Podes arrumar as tua

osidade era

me e subi as escadas para o qu

rente. As minhas cois

oupas. Dobrei-as metodicamente, colocando-as

estido que usei no nosso primeiro encon

macio contra os meus dedos.

iu-se e o P

var-me em silênci

ecisas de faze

m de semana," respondi, sem olhar para

pensar bem. El

virando-me para o encarar. "

belo, um gesto de frustr

morrer. O que é que t

as! Eu quero que digas à tua mãe e à tua irmã que a mort

ia da dor e da raiva q

ria voz a aumentar. "A minha mãe está destroçada! A minha

alguém

ração pa

sso bode expiatório. O sac

isso que

e dizer. O teu si

que alto. O som ecoou no

embora ho

por fa

onde sou odiada. E não posso estar casada c

e caminhei em d

moveu para

porta e olhei para

s, Pe

u lá, a observa

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Do Bode Expiatório à Justiceira
Do Bode Expiatório à Justiceira
“O meu casamento acabou no dia em que o meu sogro, Miguel, morreu. Ele caiu da escada, um acidente trágico, mas para a minha família, eu era a culpada. Cheguei ao hospital, telemóvel partido, para encontrar a minha sogra, Sofia, e a minha cunhada, Clara, aos gritos. "Onde estavas? É tudo culpa dela!" Elas me acusaram de ter causado a morte de Miguel por uma simples observação sobre uma lâmpada. O Pedro, o meu marido, assistiu a tudo em silêncio. O seu silêncio foi a sentença de morte para o nosso casamento. Fui tratada como uma intrusa, uma mancha, um lembrete vivo da sua perda e do seu ódio. No funeral, ninguém me dirigiu a palavra. Eu era invisível, ou pior, o bode expiatório perfeito. Expulsaram-me de casa, rejeitaram-me como se nunca tivesse sido parte da família. Pedro dobrou-se aos desejos delas, a sua fraqueza selou o nosso destino. Assinei os papéis do divórcio sem hesitar, o seu silêncio já tinha dito tudo. A sua família reescreveu a história, apresentaram-se como vítimas impecáveis nos jornais. Eu fui apagada, como se nunca tivesse existido. A raiva e a dor sufocavam-me, a injustiça queimava a minha alma. Sonhava com os seus olhares acusadores e o silêncio do Pedro. Então, um dia, recebi uma mensagem. Era de Rui, um velho amigo de Miguel: "Precisamos de falar. É sobre o Miguel." Ele tinha um frasco de comprimidos misteriosos e uma verdade chocante sobre a minha sogra assassina. Não foi um acidente. E eu, sem nada a perder, decidi que a verdade viria à tona.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10