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Do Bode Expiatório à Justiceira

Capítulo 4 

Palavras: 433    |    Lançado em: 26/06/2025

depois, o divórc

viamente, o Pedro queria acabar c

tristeza. Um capítulo da minha vid

Acordar, ir para o trabalh

am longos

, um cliente deixo

o estava na pr

ocal Assume Negócio de Famíli

is da família, a "Móveis Alves". Ele parec

e e a sua irmã. Pareciam uma família fel

pontada

o Pedro estava a honrá-lo ao assumir o negócio

a. Era como se eu nu

nal e atirei-

dormir. A imagem daquela f

a história, e eu tin

trabalho, a Ana ap

meus olho

ormist

tigo que tinha r

lábios a apertarem-

"Eles agem como se foss

am o que queriam. Livraram-se de mi

Isto é mentir. A verdade

ditar nela, ma

o tenho nada. Eles têm dinheiro, u

"E tens a tua dignidade. Isso é

as deram-me um

e, a solid

eda de Miguel, com os rostos acusadores d

meu coração a bater

mensagem de um nú

e falar. É so

sangue

m um simple

veio imed

go do Miguel. Eu estava com e

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Do Bode Expiatório à Justiceira
Do Bode Expiatório à Justiceira
“O meu casamento acabou no dia em que o meu sogro, Miguel, morreu. Ele caiu da escada, um acidente trágico, mas para a minha família, eu era a culpada. Cheguei ao hospital, telemóvel partido, para encontrar a minha sogra, Sofia, e a minha cunhada, Clara, aos gritos. "Onde estavas? É tudo culpa dela!" Elas me acusaram de ter causado a morte de Miguel por uma simples observação sobre uma lâmpada. O Pedro, o meu marido, assistiu a tudo em silêncio. O seu silêncio foi a sentença de morte para o nosso casamento. Fui tratada como uma intrusa, uma mancha, um lembrete vivo da sua perda e do seu ódio. No funeral, ninguém me dirigiu a palavra. Eu era invisível, ou pior, o bode expiatório perfeito. Expulsaram-me de casa, rejeitaram-me como se nunca tivesse sido parte da família. Pedro dobrou-se aos desejos delas, a sua fraqueza selou o nosso destino. Assinei os papéis do divórcio sem hesitar, o seu silêncio já tinha dito tudo. A sua família reescreveu a história, apresentaram-se como vítimas impecáveis nos jornais. Eu fui apagada, como se nunca tivesse existido. A raiva e a dor sufocavam-me, a injustiça queimava a minha alma. Sonhava com os seus olhares acusadores e o silêncio do Pedro. Então, um dia, recebi uma mensagem. Era de Rui, um velho amigo de Miguel: "Precisamos de falar. É sobre o Miguel." Ele tinha um frasco de comprimidos misteriosos e uma verdade chocante sobre a minha sogra assassina. Não foi um acidente. E eu, sem nada a perder, decidi que a verdade viria à tona.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10