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Adeus, Meu Pedro

Capítulo 1 

Palavras: 460    |    Lançado em: 26/06/2025

rou de repente

nco saía

pital, a minha bolsa de ág

Pedro, mas a chamada foi d

ra, e ela atendeu rapidamente,

passa, querida? Já

aminho de Cascais. A bolsa rompe

ela fic

aí. Vou tentar ligar ao Pedro.

ei ligar ao Pedr

as foram para o

lar-se. As contrações es

ue passava. Ninguém par

minha sogra

. O telemóvel dele deve estar sem bateri

do Pedro. A s

prancha partiu-se. Bateu com a cabeça numa roch

presa na garganta. Guinch

engoliu muita água e está com uma pequena concussão.

uena co

balho de parto, sozinha,

dele aqui." A m

uma ambulância para ti. Eles estão a

da comigo, mas as suas palavras seg

ninguém. Tu sabes como a vida dela tem sido difíc

reen

era difíci

regar o neto de

s paramédicos foram rá

hospital, o meu

mensagem

e a fazer surf. Não te preocupes, fico aqui com ela até ela ter alta. A minha

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r perguntou c

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inha estado a segura

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Adeus, Meu Pedro
Adeus, Meu Pedro
“Meu carro engasgou na autoestrada, o motor morreu, e uma fumaça branca subiu do capô. Lá fora, um congestionamento infernal. Dentro, minha bolsa de água tinha acabado de romper. Eu estava a caminho do hospital, sentindo as primeiras contrações fortes. Liguei para meu marido, Pedro, mas ele não atendeu. Tentei de novo, dez, vinte vezes. Todas as chamadas foram para o correio de voz. Foi então que liguei para a minha sogra, Laura, a voz dela cheia de apreensão. "Catarina? O que se passa? Já estás no hospital?" Eu mal conseguia respirar, as dores aumentando. "Mãe, o carro avariou na A5, a bolsa rompeu. E o Pedro não atende!" A voz dela mudou, de preocupação para uma tensão que eu não entendi. "Não consigo falar com o Pedro. A Sofia ligou-me há pouco, em pânico." Sofia, a prima dele. "A prancha dela partiu-se a surfar, bateu com a cabeça numa rocha. O Pedro foi ter com ela, era o mais próximo. Ele está com ela agora no hospital." Guincho, na direção oposta ao hospital para onde eu ia parir o filho dele! Eu estava em trabalho de parto, sozinha, no meio de uma autoestrada, e meu marido estava com a prima porque ela teve uma "pequena concussão". Enquanto eu sentia as dores lancinantes, ouço a frase de Laura: "Sê compreensiva com o Pedro. A Sofia não tem mais ninguém. Tu sabes como a vida dela tem sido difícil." Compreensiva? E a minha vida? Eu estava a carregar o neto dela, o filho dele! Quando a ambulância finalmente chegou, recebi a mensagem dele: "O meu telemóvel morreu. Estou com a Sofia no hospital. Não te preocupes, fico aqui com ela. A minha mãe já chamou uma ambulância para ti. Vemo-nos mais tarde. Força." "Vemo-nos mais tarde." Ele não perguntou como eu estava. Não mencionou o nosso filho. Naquele momento, as lágrimas que eu segurava finalmente caíram. Um vazio gelado tomou conta de mim. Aquele não era o homem com quem me tinha casado. Por que ele fez isso? Naquele dia, sozinha num hospital onde o Pedro não queria estar, onde nosso filho nasceu prematuro e em estado crítico, eu vi a verdadeira face do meu marido. Eu vi o Pedro escolher a ela. As palavras "divórcio" não eram mais uma ameaça zangada. Eram a única forma de sobreviver.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10