icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

O Cheiro do Triunfo

Capítulo 1 

Palavras: 714    |    Lançado em: 27/06/2025

te no hospital era for

esia, o meu corpo parecia oco, como

ol da tarde de Lisboa brilhava

, e as notícias mostravam imagens aéreas da Po

vetamen

dezenas de feridos, a

oração

ra um dos paramédicos

telemóvel com

a dormia, exausto pela longa cirurgi

m o Pedro, precisava de

cisava de lhe dizer que o no

amada era f

gar, ele atendeu. A sua voz

eio de um inferno aqui? Estou a trabalhar

lavra, ouvi outra voz ao fundo, u

er-me um copo de água? A mi

ra, a min

dela, soou logo a seguir

Se não fosses tu a tirar a Clara daquele carr

tamente, a sua voz ago

está bem, só uns arranhões. E

amargo e

ava a cuidar

tava pela vida numa mesa de cirurgi

oz mais firme do que eu espe

lêncio de d

iva explodiu atr

idas! A Clara estava no acidente, era minha obri

char-se. "Ele não importa? Ele estava a ter uma ci

ar é na emergência! Para de ser tão egoísta, Sofia! A C

esl

mente d

ligar d

ha-me b

ta fechada do qu

s dois anos a poupar cada

sa única

as, mas a doença do meu pai era a c

dele, ou pelo menos,

cola tinha-s

is nada a qu

ra sua obrigaçã

ril. O hospital onde o meu pai foi o

simplesmen

heu estar

caminho do hospital com o meu pai a sentir dores

ou-me

as v

se imp

com o

chamava de "pa

pousado na mesinha de ca

eu tio

hos devagar, e atendeu a chamad

meu tio encheu o

o Pedro com o divórcio num momento destes! Ela não te

Reclame seu bônus no App

Abrir
O Cheiro do Triunfo
O Cheiro do Triunfo
“O cheiro de desinfetante no hospital era sufocante. Acabei de acordar da anestesia da cirurgia de coração aberto do meu pai. O sol de Lisboa brilhava lá fora, mas a notícia de um engavetamento grave na Ponte 25 de Abril gelava-me o sangue. O meu marido, Pedro, paramédico, estava destacado para lá. Precisava de saber se ele estava bem. Mas mais do que isso, precisava de lhe dizer que o nosso casamento tinha acabado. Quando ele finalmente atendeu, a voz dele era irritada, mas então ouvi a voz suave de outra mulher ao fundo: a minha prima Clara. Ouvir o meu tio, pai dela, a agradecer ao Pedro por "salvar" a Clara do acidente, e o Pedro a prometer cuidar dela, foi como um soco no estômago. O meu pai, o sogro dele, acabava de sair de uma cirurgia de emergência no mesmo hospital, e Pedro estava a cuidar da minha prima? Quando lhe disse que queria o divórcio, a raiva dele explodiu, chamando-me egoísta por não entender a "obrigação" dele, e depois bloqueou-me. Ele não se importava com o meu pai, que esteve à beira da morte? A vida do meu pai dependia de um tratamento caríssimo, e a minha única esperança, o homem que chamei de marido, negou-se a ajudar. Pior, ele recusou o divórcio, apontou para a nossa casa e para os nossos bens, e ameaçou: "E o teu pai? Achas que consegues pagar tudo sozinha com o teu salário de professora?" Fui forçada a engolir o meu orgulho e, com o coração pesado, aceitei o seu "acordo": eu retirava o pedido de divórcio e ele pagava. Pensei que a tinha perdido a mim mesma. Mas quando Pedro, embriagado, tentou forçar-me e meu pai, que mal se aguentava em pé, gritou para ele me largar, soube que tínhamos de lutar. Eu preferiria morrer a viver assim. Era hora de reativar o processo e ir com tudo.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10