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A Esposa Negligenciada: O Preço da Decepção

Capítulo 3 

Palavras: 729    |    Lançado em: 27/06/2025

passei horas a olhar para o teto. Cada vez que fechava os olhos, v

ei com uma dete

s que uma colega me tinha recomendado há uns meses, "para o c

e é Sara. Preciso de inici

me de ambos, mas a maior parte da entrada tinha vindo de u

s preparar os papéis. Mas esteja preparada, ele p

Mas não v

s leve. Era um passo. Um passo r

apartamento buscar algumas coisas essenciais. O meu co

a pia, roupa espalhada pelo chão do quarto. Era

armário e comecei a encher uma ma

u filho, os meus dedos tocaram numa caixa de

sa, a

ros. Muitos. E extratos bancários de uma conta que

no chão,

izia que precisávamos de poupar, razão pela qual eu tinha de trabalhar horas extras. Dinheiro que ele

ias regulares para uma conta. O nome d

fi

eria-lhe centenas de euros. Havia também pagamentos maio

nciar a vida dela. Com o nosso dinheiro. O dinheiro d

era muito mais profunda do que eu imaginava. Não era apenas emoc

os bancários. Enviei tudo para o meu email e para a minha ad

i-a na minha mala. Isto não era roubar. Era recupera

óvel tocou. Era o Pedro. Ele deve

da tua mãe e ela não me deixou

ia de uma indignação

eu, a minha voz fria como gel

r com isso? Para com esta estupidez e

as o meu advogado vai entrar em contacto contigo em br

ar comigo? Por causa de

o. Por cau

oto dos extratos bancários com

m silêncio por

vi-o engol

eu posso

cações para o juiz,"

ra trás. Aquele lugar já não era

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A Esposa Negligenciada: O Preço da Decepção
A Esposa Negligenciada: O Preço da Decepção
“O trânsito parou de repente, e a minha cabeça bateu contra o vidro do carro. Ao meu lado, o meu filho, Leo, gritou assustado. Luzes azuis e vermelhas piscavam na rua bloqueada, refletindo-se nos prédios molhados pela chuva. Liguei para o meu marido Pedro, mal sabendo que aquela chamada seria o início do fim. A sua voz, irritada e distante, confirmou os meus piores medos: ele tinha corrido para o hospital porque a irmã dele, a Sofia, torceu o pé. Enquanto eu e o nosso filho estávamos presos no trânsito de um acidente grave, ele só tinha olhos para "socorrer" a maninha, sem sequer perguntar se estávamos bem. A voz da minha sogra ao fundo, e depois a da cunhada, teatral e chorosa, revelaram a farsa. Pedro ainda teve a audácia de me bloquear e de me acusar de loucura e egoísmo por sequer pensar em divórcio. A humilhação atingiu o pico quando a sogra me mandou levar o Leo para casa da minha mãe para não "incomodar" a Sofia. Eles não viam problema algum em tudo isto. Eu, a esposa e mãe, era o problema. Será que era pedir demais ser a prioridade? Naquele momento de revolta, enquanto arrumava as minhas coisas, um detalhe inesperado transformou o desespero em fúria. Parei de ser a esposa compreensiva. Era tempo de a justiça ser servida.”