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Não Me Procures: O Recomeço Impiedoso

Capítulo 3 

Palavras: 412    |    Lançado em: 30/06/2025

quarto. Recusei-me a comer. A Sra. Helena tentou forçar-me, traz

alavras eram vazias. "Precisas de ser forte

mpo fora de casa, a "trabalhar" ou a "cuidar da Bia". A sua sob

s da sala. A Sra. Helena e

dro. Está a definhar. E está a to

eu faça, mãe? O

s. Ela precisa de ti. E, honestamente, esta casa tornou-se um lugar deprimente. Talvez

cruel. Eles queriam livrar-se de

e eles queriam que eu fosse embora,

me. Abri o cofre que partilhávamos e tirei o meu passaporte e o

o. Lá, escondido debaixo de um monte de papéis, e

ar ao telefone com a segurado

entender, mas uma frase saltou-me à vista: "Causa primária do aci

ção neg

arro. Ele era mecânico. Ele estava sempre a ga

i um acidente. Foi negligência. A s

te e no dinheiro. Escrevi um bilhete

ora. Não me

ando para trás a vida que tinha const

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Não Me Procures: O Recomeço Impiedoso
Não Me Procures: O Recomeço Impiedoso
“Acordei no hospital, com o cheiro opressivo de desinfetante e o vazio deixado pela perda do nosso filho. O meu marido, Pedro, de olhos vermelhos, parecia chorar comigo. "O Leo não sobreviveu," murmurou ele, e o meu mundo desabou. Mas a dor do luto foi rapidamente substituída por uma frieza cortante. Pedro e a minha sogra, Helena, agiram rápido. Eles esvaziaram o quarto do meu filho, apagando cada rasto da sua existência, enquanto me acusavam de loucura e instabilidade. "Tens de seguir em frente," diziam, na verdade, queriam livrar-se de mim. Quiseram empurrar-me para a casa dos meus pais, enquanto Pedro desviava o foco para consolar a sobrinha. Eu era um incómodo, a minha dor, um problema a ser despachado. Não bastava ter perdido o meu único filho, tinha também a minha vida e a minha sanidade questionadas. Dormi sobre a dor, a raiva e a sensação de injustiça que me consumiam. Mas na calada da noite, a verdade escondeu-se numa gaveta. O relatório do acidente. Neguva. Negligência. Falha mecânica nos travões devido a manutenção negligente. Pedro, o mecânico, sabia. A ganância dele, a avareza, matou o nosso filho. Não foi um acidente. Foi uma escolha. Naquele instante, o amor dentro de mim morreu. Mas a minha alma renasceu. Peguei nos meus documentos e na minha herança, deixando para trás um bilhete simples. "Vou-me embora. Não me procures." Era o início da minha vingança. E desta vez, a justiça seria servida, não importava o custo.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10