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Um Novo Jogo, Uma Nova Vida

Capítulo 4 

Palavras: 590    |    Lançado em: 01/07/2025

trás de mim. O som do clique parece

r o tremor nas minhas mãos. A adrenalina que me tinha sustentado na sala

a que partilhávamos, as roupas dele misturadas com as minhas no

as minhas roupas para dentro, sem cuidado, sem ordem. T-shirts,

recordação, uma

. A voz irritada de Pedro, os murmúrios ap

r o meu destino, a dec

repente e Pedro entrou. O seu

este teatro? Onde

, respondi, sem pa

r para ele. "Não sejas ridícula, Sofia. Não p

ço para me soltar. "Essa vida acabou na a

quei! A Eva pre

ra a tua mulher

nsei que consegu

e. "Cansei-me de ser a que aguenta tudo, a que compreende tudo, enqu

sua raiva a dar lugar a

ei, a minha voz mais baixa, mas cheia de ven

a única confirmação

fechei-a. O som do fecho d

isse eu, pegando nas minhas muletas

ele, mas ele blo

a bem. A tua carreira a

minha vulnerabilidade cont

u olhar. "Eu preferia rastejar na rua

expressão no meu rosto, mas ele re

bservar. Eva tinha os olhos vermelhos e inchados, mas não s

não voltes", disse ele, a

em parar de andar. "Não tenho

do apartamento, para longe daquela família tóxica. A

ha mente vazia de tudo, exceto de um pensamento: eu

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Um Novo Jogo, Uma Nova Vida
Um Novo Jogo, Uma Nova Vida
“No dia em que saí da clínica de reabilitação, o céu estava cinzento, tal como a minha alma. A notícia no telemóvel confirmava o fim da minha carreira como atleta: "Sofia Mendes sofre lesão que põe fim à carreira". Liguei ao meu marido, Pedro, em busca de conforto, mas a sua voz era irritada. "Estou ocupado, Sofia. A Eva está em pânico, o carro dela ficou destruído. Estou a ajudá-la." A dor no meu joelho era a menor das minhas feridas. Pedi o divórcio, e a sua fúria explodiu: "Não tens um pingo de compaixão? Sabes como a vida da Eva tem sido difícil desde que ficou viúva!" A Eva era "frágil", e eu, a atleta, era "forte". Tão forte que ele me deixou presa nas ferragens, com o osso a partir-se, para ir socorrer a minha prima. A minha carreira de voleibolista, o meu sonho de uma vida, tinha sido esmagada na autoestrada. E para ele, isso era um "incidente pequeno"? O meu sogro, Miguel, enviou-me uma mensagem: "És uma deceção. O teu egoísmo é tão grande... divórcio por uma coisa tão pequena?!" Cheguei a casa, o meu lar, e encontrei o Pedro e a Eva no sofá, com uma garrafa do MEU vinho. Ele passava a mão pelo cabelo dela. O meu sogro estava ali, com um sorriso satisfeito. Nenhum deles me notou. Pareciam uma família feliz. E eu era a intrusa. A vida da Eva era difícil? E a minha, por acaso, era fácil? Até que ponto se pode ir para desculpar a traição de quem devia amar-te? Eu não iria aturar mais. Foi então que eu disse: "Vou fazer as minhas malas. Quero o divórcio."”