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Os Seis Meses Que Mudaram Tudo

Capítulo 2 

Palavras: 600    |    Lançado em: 01/07/2025

visitar-me. Ela trouxe o meu prato favorit

e na mesa da cozinha, com o

tão pálida.

bre o cancro. Ainda não. Mas p

um caso, mãe. A mu

voou para a boca. Ela sempre adorou o P

a. "O Pedro não faria isso.

. Eu sei que

, Ana. Talvez esteja apenas confuso. Os homens cometem err

le é que

. "O casamento é um compromisso. Para o bem e para o mal

estava do meu lado. Estava do lado da ideia de um ca

órcio", disse

uptamente, a cadeira arrast

ar fora anos de casamento por causa de um er

eia de desapontamento.

pense

egoísta! Um divórcio seria uma

to vermelho de raiva. "Quando re

tendo a port

ia ver a minha dor. Para ela, a aparência de uma família

i uma chamada de um

en

ra de uma mulher,

u eu. Qu

nome é

sangue

ntei, a minha voz a sair mai

. O Pedro disse-me que pediu o divór

tarde para is

"Eu amo o Pedro. E ele ama-me a mim. Ele só está consigo por pena.

so que ele s

, porque é que me estás a l

mos ter um bebé. Uma família. Por favor, não seja egoí

nda vez que ouvia a

controlada. "Eu não vou a lado nenhum. Se o Pedro te quer, t

fone. O meu corp

e silenciosamente. Queriam que e

de vida. E não ia pass

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Os Seis Meses Que Mudaram Tudo
Os Seis Meses Que Mudaram Tudo
“O médico entregou-me um envelope. Dentro, não era um relatório de saúde, mas fotos do meu marido, Pedro, com outra mulher, Sofia, grávida. "Senhora Alves, o seu marido tem acompanhado a Srta. Sofia nos exames pré-natais dela há três meses." A voz do Dr. Mendes era calma, mas cada palavra atingia-me como um golpe. Eu estava com o meu próprio diagnóstico na mão: cancro do pâncreas em estado avançado. Seis meses de vida. E o homem com quem eu partilhava a cama estava a construir uma nova família pelas minhas costas. Liguei ao Pedro, e ouvi a voz dela ao fundo: "Pedro, o bebé está a dar pontapés outra vez." Ele desligou, apressado. Naquela noite, confrontei-o, e ele nem negou, apenas se recusou ao divórcio e ameaçou arruinar a minha reputação. Até a minha própria mãe, Laura, que sempre adorou Pedro, virou-me as costas. Ela disse-me para "lutar" pelo casamento, preocupada mais com as aparências do que com a minha dor. "É egoísta", ela sibilou. Então, a amante, Sofia, ligou-me, com uma voz falsa e doce, pedindo para "deixá-lo ir". "Ele só está contigo por pena", ela disse, chamando-me de egoísta outra vez. Senti-me encurralada, humilhada, com a minha vida a desmoronar-se. Eu estava doente, traída, abandonada, e sem ninguém do meu lado. Pedro queria que eu desaparecesse silenciosamente, levando migalhas. Mas eu tinha seis meses de vida. Seria eu a vítima, a definhar em silêncio? Ou faria da minha dor a minha maior arma? Decidi: eles queriam guerra? Teriam a guerra da minha vida.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10