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Os Seis Meses Que Mudaram Tudo

Capítulo 4 

Palavras: 599    |    Lançado em: 01/07/2025

era incrivelmente eficiente. Em menos de uma semana,

ostrar as compras que ele fazia para ela: roupas de grávida, móveis para o quarto do bebé, jan

"Isto é mais do que sufici

va, a minha batalha pessoal intensi

ria, via o veneno a entrar nas minhas veias, e te

nstantes. Fadiga que me deixava presa à cama du

ro e vi um monte de cabelo no ralo. Comecei a chorar. Não pela dor ou pel

, magra, com olheiras escuras. Peguei numa tesoura e, com uma mão trémula,

orpo me estava a trair, eu não ia

ra trocar de roupa ou pegar em alguns pertences. Evitávamos-

amente. Eu estava na cozinha, a t

cabelo curto, pelo meu rosto macilento. Pela primeira vez, vi u

erguntou ele, a sua voz estra

ess", menti eu. "O divó

reocupação momentânea desapareceu,

ele, mudando de assunto. "Ele está a exi

lei,

o que é justo! E não é justo que f

a tua amante e o teu filho

me olhou com um desprezo q

isse ele. "Vinte por cento da empres

la

rédulo. "És teimosa. Mas

vamos dar uma festa de chá de bebé no próximo mês. Estás convidada, cl

e sem fôlego. Ele não queria apenas

mais forte do que me sentia. "Seria bom con

io. "Fá-lo. Vê por ti

sso, el

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Os Seis Meses Que Mudaram Tudo
Os Seis Meses Que Mudaram Tudo
“O médico entregou-me um envelope. Dentro, não era um relatório de saúde, mas fotos do meu marido, Pedro, com outra mulher, Sofia, grávida. "Senhora Alves, o seu marido tem acompanhado a Srta. Sofia nos exames pré-natais dela há três meses." A voz do Dr. Mendes era calma, mas cada palavra atingia-me como um golpe. Eu estava com o meu próprio diagnóstico na mão: cancro do pâncreas em estado avançado. Seis meses de vida. E o homem com quem eu partilhava a cama estava a construir uma nova família pelas minhas costas. Liguei ao Pedro, e ouvi a voz dela ao fundo: "Pedro, o bebé está a dar pontapés outra vez." Ele desligou, apressado. Naquela noite, confrontei-o, e ele nem negou, apenas se recusou ao divórcio e ameaçou arruinar a minha reputação. Até a minha própria mãe, Laura, que sempre adorou Pedro, virou-me as costas. Ela disse-me para "lutar" pelo casamento, preocupada mais com as aparências do que com a minha dor. "É egoísta", ela sibilou. Então, a amante, Sofia, ligou-me, com uma voz falsa e doce, pedindo para "deixá-lo ir". "Ele só está contigo por pena", ela disse, chamando-me de egoísta outra vez. Senti-me encurralada, humilhada, com a minha vida a desmoronar-se. Eu estava doente, traída, abandonada, e sem ninguém do meu lado. Pedro queria que eu desaparecesse silenciosamente, levando migalhas. Mas eu tinha seis meses de vida. Seria eu a vítima, a definhar em silêncio? Ou faria da minha dor a minha maior arma? Decidi: eles queriam guerra? Teriam a guerra da minha vida.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10