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Meu Salário, Sua Humilhação

Capítulo 2 

Palavras: 624    |    Lançado em: 01/07/2025

egar uma referência de cor em um manual que ficava na estante dela. A sala estava vazia, ela devia estar em alguma reuni

ign. Miguel sorriu com amargura. Mais um garoto para ele ter que

ração

0.00

s. Por mês. Par

s o seu

dançava na sua frente, zombando dele, de seus oito anos de lealdade, de suas noites mal

lular. Ela o viu parado, pálido, olhando para o contrato. O

ê está faz

meira vez em oito anos, não havia s

s, Juliana? Para

a, mas carregada de

oltando a tomar conta de sua expressão.

ro é meu, a empresa é minha.

reputação desta agência junto com você. E você me paga um salário de miséria enquanto

em sangue novo, em uma nova direção para a empresa. Algo que você

da de estratégia de negócios. Ele sabia o que era aquilo. Era um sobrinho, um afilhado, algum

tirosa", ele cu

a caiu. O rosto dela se cont

VOCÊ

idro tremer. Num movimento rápido, ela pegou uma pasta de ap

que o atingiu. Mais do que a dor física, foi a humilhação final, o golpe que selou seu destino ali. Ele sentia o sangue puls

carava, ofeg

não vou te mandar embora. Vou te faz

para uma pequena mesa de metal encostada

ar. Limpe sua mesa antiga. O Pedro come

do do banheiro. Um símbolo claro de

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Meu Salário, Sua Humilhação
Meu Salário, Sua Humilhação
“Por oito anos, minha vida se resumiu à agência Dança de Fogo. Oito anos de dedicação, noites sem dormir, salvando projetos e a pele da empresa, tudo por um salário congelado de meros três mil reais, mal o suficiente para sobreviver em São Paulo. A humilhação diária, as risadas zombeteiras de minha chefe, Juliana Costa, e os olhares de pena dos colegas eram meu pão de cada dia. "`Miguel, na minha sala. Agora`", a voz dela ainda ecoa, fria como sempre. Eu ouvia seus insultos, as palavras de que eu não tinha ambição, de que eu era um designer medíocre, e sentia o sangue subir. Mas nada me preparou para o que viria: um contrato de trabalho esquecido em sua mesa. O nome era Pedro Almeida. Cargo: Estagiário de Design. E o salário? Trinta mil reais. DEZ vezes o meu. Trinta mil reais para um estagiário! Meu ar sumiu, minha dignidade foi pisoteada. Quando Juliana me flagrou, sua máscara caiu. "`O dinheiro é meu, a empresa é minha. Eu decido quem vale o quê`". Ela me chamou de "ferramenta" e jogou uma pasta em mim, me rebaixando para uma mesa ao lado do banheiro, um lixo. Eu estava destruído, mas não sabia que o pior ainda estava por vir. Eles me transformaram em bode expiatório, cortaram meu salário pela metade e me tiraram do projeto mais importante da agência, jogando-o nas mãos de Pedro, que claro, arruinou tudo. A Dança de Fogo estava à beira do colapso e, mais uma vez, ela veio rastejando. Eu salvei a agência, de novo. Mas em vez de gratidão, recebi mais desprezo: "`Você quis se fazer de herói`". Naquele instante, algo dentro de mim se quebrou, e eu declarei: "`Juliana, eu me demito`". E em meio às suas gargalhadas zombeteiras, eu pensei: "o jogo virou".”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10