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Meu Salário, Sua Humilhação

Capítulo 3 

Palavras: 620    |    Lançado em: 01/07/2025

stia com roupas de grife e exalava um ar de quem nunca ouviu um "não" na vida. Ele não cumpr

eiro! Meu computador não tá

u. Pedro, irrit

ovo designer sênior. Você

otando em seus lábios. "Primeiro, eu não sou técnico de T

orreu para a sala de Juliana. Min

atualizar o portfólio digital da agência para uma apresentação importante. Por pura inaptidão, ele c

ão se dirigiu a seu protegido. Ela ma

herem. "Você sabotou o servidor, não foi? É vingança

Miguel respondeu com calma, uma

a é sua! Você era o respo

dor da mesa de Miguel. Diante de todos, ela

este mês! E quero agradecer ao Pedro", disse ela, colocando um braço sobre os ombros do estagiár

, que Miguel sentiu vontade de rir. Ele estava sendo punido pelo er

de equipe alguns dias depois, Juliana n

dos que alguns funcionários antigos insistem em usar", disse ela, olhando diretamente para Mi

nstrangidos. Sofia lhe lançava olhares de

or cliente da agência, ligou. Eles tinham um novo projeto, urgente

so. As últimas campanhas que ele criou pa

olhar dela encontrou o de Miguel, um misto de ódio e necessidade. Mas an

chefe! Eu consigo fazer isso. Vou mostr

pelo orgulho ferido, Juliana

ojeto interno, mas eu garanto que nosso novo talen

emonição se formando em seu peito. A casa estava pre

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Meu Salário, Sua Humilhação
Meu Salário, Sua Humilhação
“Por oito anos, minha vida se resumiu à agência Dança de Fogo. Oito anos de dedicação, noites sem dormir, salvando projetos e a pele da empresa, tudo por um salário congelado de meros três mil reais, mal o suficiente para sobreviver em São Paulo. A humilhação diária, as risadas zombeteiras de minha chefe, Juliana Costa, e os olhares de pena dos colegas eram meu pão de cada dia. "`Miguel, na minha sala. Agora`", a voz dela ainda ecoa, fria como sempre. Eu ouvia seus insultos, as palavras de que eu não tinha ambição, de que eu era um designer medíocre, e sentia o sangue subir. Mas nada me preparou para o que viria: um contrato de trabalho esquecido em sua mesa. O nome era Pedro Almeida. Cargo: Estagiário de Design. E o salário? Trinta mil reais. DEZ vezes o meu. Trinta mil reais para um estagiário! Meu ar sumiu, minha dignidade foi pisoteada. Quando Juliana me flagrou, sua máscara caiu. "`O dinheiro é meu, a empresa é minha. Eu decido quem vale o quê`". Ela me chamou de "ferramenta" e jogou uma pasta em mim, me rebaixando para uma mesa ao lado do banheiro, um lixo. Eu estava destruído, mas não sabia que o pior ainda estava por vir. Eles me transformaram em bode expiatório, cortaram meu salário pela metade e me tiraram do projeto mais importante da agência, jogando-o nas mãos de Pedro, que claro, arruinou tudo. A Dança de Fogo estava à beira do colapso e, mais uma vez, ela veio rastejando. Eu salvei a agência, de novo. Mas em vez de gratidão, recebi mais desprezo: "`Você quis se fazer de herói`". Naquele instante, algo dentro de mim se quebrou, e eu declarei: "`Juliana, eu me demito`". E em meio às suas gargalhadas zombeteiras, eu pensei: "o jogo virou".”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10