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O Novo Capítulo de Maria

Capítulo 4 

Palavras: 678    |    Lançado em: 02/07/2025

nenhum!", gritou Sofia, tentando

pulso, minha for

voz baixa e perigosa que a fez recua

a de manipulação. "Maria, por favor, pense bem. Uma internação seria

o meu nome. Se necessário, eu a vendo para pagar pelo melhor tratamento par

prêmio que eles tanto cobiç

lamou João. "Você não p

ta o meu nome. Herança dos meus pais, lembra

orá-los po

a porta

tou Sofia, a voz esganiç

ei para ela po

o. Quanto ao almoço, sugiro que você e a Ana aprenda

ndo-os em meio aos cacos da xíca

a, caminhando pelo parque,

ez em anos, eu

para servir, nin

nas

, a sala estava limpa.

mida queimada v

tando com uma panela de arroz, qu

aram com re

sse Sofia. "Nunca prec

ara aprender", eu disse

lendo um livro na sala, Joã

e "acidentalmente" derrubou um vaso de f

vidro se espal

lhos "confusos" e depois para mim,

m olharam para mi

o me

i a página

os das palavras. "Espero que um de vocês

. "O pai não fez por mal! Ele es

disse, sim

Ele pode se cortar!", insis

vocês limparem

efeito desejado, chutou um dos cacos maiores

u olhar do liv

ro que o único lugar para onde você irá hoje é um hos

reta, tão desprovida de

s olhos era r

deixando o

ambiente. Vou s

o chão, cuidadosament

vi os três parados, impotent

ta da internação de longo prazo em uma boa clínica pa

eixando-os com o lixo q

e tinha um

vingança era

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O Novo Capítulo de Maria
O Novo Capítulo de Maria
“Na minha primeira vida, dei meu último suspiro numa cama de hospital fria, o corpo corroído pelo câncer de fígado sem que eu soubesse. Enquanto a morfina tentava apagar a dor, vi meu marido, João, com quem dividi um lar por mais de quarenta anos, sussurrar doces palavras para Ana, sua ex-namorada, ao meu lado. "Ana, querida, não chore. Quando ela se for, finalmente poderemos ficar juntos sem nos escondermos", ele disse, com uma ternura que nunca mais foi minha. Meu mundo desabou ao ouvir Ana reclamar: "Mas João, foram três anos. Três anos servindo essa velha como uma empregada. Estou tão cansada." Por três longos anos, acreditei na farsa do Alzheimer de João e acolhi sua "prima distante" em minha própria casa, trabalhando exaustivamente para cuidar deles. Meu corpo cedeu à traição e ao cansaço, e eles esperavam ansiosamente pela minha morte para herdar meus bens. Para minha dor e choque, minha filha, Sofia, sabia de tudo, repreendendo-me por não ser "paciente" com o pai doente e "gentil" com a pobre Ana. A raiva e o arrependimento me sufocaram, mas minha voz não saía, meu corpo não me obedecia mais. Fechar os olhos, ouvindo a risada contida deles, foi meu fim. Mas então, uma luz. Abri os olhos, não no hospital, mas na sala da minha casa, com minhas mãos fortes e saudáveis. O som da porta se abrindo, e Sofia entrou, sorrindo, com Ana logo atrás, segurando uma mala, me trouxe de volta ao dia em que meu inferno começou. Desta vez, a fúria gelada e calculista tomou conta de mim, lembrando de cada humilhação e mentira. Eles queriam uma performance? Eu lhes daria uma. "Bem-vinda, Ana", eu disse, com um sorriso que não alcançou meus olhos. "A casa é sua." Por enquanto.”
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