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Pacto de Sangue, Preço da Honra

Capítulo 2 

Palavras: 510    |    Lançado em: 02/07/2025

pode vir aqui, roubar o

no ouvido de Sofia, que soluçava sem parar. Ele a sac

Você não está entendendo!", eu impl

me barrou o caminho. Ela era mais

abunda. Acha que a gente

cinco reais por engano! Nós viemos devolver, pedir de

risada feia, s

de cinco reais depois de roubar centenas de

io. A convicção em sua

Nós nunca roubamos nada!

de defesa só parec

a coisa. Canetas importadas, calculadoras, cadernos caros. Coisas que uma c

sentada no chão. O baque surdo do seu corpo pe

necessidade de ensinar uma lição. Eu a coloquei nesta situação. A minha tentativa de fazer o certo tinha aberto as portas do inferno p

João se virou para uma prateleira atrás d

com um ges

valores. Eu estava só esperando

não estava nos acusando por causa da borracha. A borracha foi apenas o gatilho. Ele

erro foi imediatamente substi

nocentes. Para ele, nós éramos

a do tipo que ou

minha filha, isso é um engano.

uzando os braços. "A desculpa é sempre

o tinha saído completamente do controle. Não era ma

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Pacto de Sangue, Preço da Honra
Pacto de Sangue, Preço da Honra
“Minha filha Sofia apertava minha mão suada na calçada irregular, a borracha colorida na outra mão era a prova de um pequeno deslize infantil. Eu, Maria, mãe solteira e educadora, decidi que esta era a lição perfeita para ensinar honestidade. "Mamãe, a gente precisa mesmo voltar lá?", ela sussurrou, e eu respondi calmamente: "Sim, filha. A gente sempre precisa consertar nossos erros." Entramos na papelaria, o cheiro de papel e tinta preenchendo o ar, e João, o dono, nos esperava. Sofia estendeu a borracha, tremendo. "Eu peguei sem pagar. Desculpa." O que aconteceu em seguida foi um inferno. Num movimento brutal, João agarrou o braço de Sofia, gritando: "LADRA! PEQUENA VAGABUNDA!" Ana, a esposa, se juntou a ele, acusando-nos de roubos de meses, enquanto um cliente na porta filmava tudo descaradamente. Minha Sofia, minha menina de sete anos, foi jogada no chão como lixo. Ele pegou um caderno preto, cheio de anotações falsas, e me acusou de dever sessenta mil reais. "Ou vocês pagam agora, ou eu chamo a polícia e garanto que essa menina vá para um reformatório e você para a cadeia." Minha garganta se fechou; não era sobre justiça, era extorsão. Presa por Ana, eu vi João forçar Sofia a confessar. "Fui eu que roubei", ela soluçou. Naquele olhar, eu vi o meu fracasso como mãe. Minha retidão a tinha levado ao inferno. Ele amarrou uma placa de "EU SOU LADRA" no pescoço dela e a prendeu a um poste na rua, para todos verem. Quando a polícia chegou, eu esperei justiça. Mas a lei falhou. Eles descobriram que o verdadeiro ladrão era Pedro, o filho de João e Ana. "A agressão foi leve, não deixou marcas permanentes", disse o policial. Uma multa. Cestas básicas. O trauma da minha filha pagaria um preço irrisório. Sofia me olhou, seus olhos vazios. "Você disse que fazer o certo era o caminho, mamãe." Naquele instante, algo dentro de mim se quebrou. A moralidade que eu tanto prezava se tornou um luxo inútil. Se a lei falhou em proteger minha filha, eu faria justiça com minhas próprias mãos. Esperei a noite cair, vesti roupas escuras e peguei uma fita adesiva e uma tesoura. Pedro saiu, o filho bastardo que entregara minha filha ao inferno. O amor de mãe virou fúria. A caçada começou.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10