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Ana: Renascida das Cinzas do Amor

Capítulo 1 

Palavras: 1404    |    Lançado em: 02/07/2025

. O barulho era um zumbido constante, abafando os soluços que eu tentava engolir. Ao meu lado, no banco do passag

do meu marido, Pedro, co

ar, Ana. Desse jeito vai a

ma risada seca, sem humor. Matar todos nós

ntado ao lado de Pedro, c

controlada desde que... desde o que a

om tanta força que meus nós dos dedos ficaram brancos. A culpa tinha nome e sobrenome. A culpa estava sentada no velório, recebend

fragilidade que exigia um cuidado que beirava a obsessão. Cada medicamento, cada grama de alimento, cada grau na t

e sorriso de quem sabe mais que os médicos. "No meu tempo, a gente cria

gripe. Que o remédio importado, caríssimo, que mantinha suas crises sob controle não era "frescu

ca me defendia. Ele ap

inha mãe é de outra gera

me de chegar em casa um dia e encontrar Sofia com os lábios azulados, respir

u mesma preparei. Muito melhor que esses

istura de ervas desconhecidas quase parou o coração dela. Quando voltamos para casa

entende isso?" , eu gritei, as l

a chorar, um choro

Não valoriza meus esforços. Eu passo o dia todo aqui, cuidando

iatamente

a está nervosa, nã

para mim, o r

um acidente. Você precisa parar

a cabeça, com uma ex

ação de ouro. Você dev

mpletamente sozinha em uma família que não via, ou

a presa na alfândega, e eu entrei em pânico. Havia uma dose de emergência, que eu gua

a Lúcia, com instruções claras e repetidas à exaustão: "Se ela começar a passa

o berço, pálida, sem vida. A seringa de emergência estava intacta, sobre a cômo

cozinha, lavando a

você deu pra ela?" , p

o. Misturei um pouco de água sanitária com açúcar. Limpa tudo por

morta por uma receita de água sanitária com açúcar. Morta pela ignor

Envenenamento. Negligência criminosa. Quando a pol

! A Ana que é uma mãe descuidada, deix

s me pintaram como a vilã. Dona Lúcia chorava, dizia que eu a estava caluniando, que eu estava louca de dor. E todos a

minha filha ao meu lado, a voz de

isso, Ana. Pelo bem do

o para a minha Sofi

voz surpreendentemente calma. "

carro rugiu, respondendo ao meu dese

está fazendo? Vo

meus lábios enquanto as lágrimas finalmente p

s olhos, abracei a urna contra o meu peito e virei o volante com toda a força que me restava. O so

ridão. Um silê

uz suave. E um choro. Um choro de bebê, frac

luz do sol da manhã entrava pela janela, iluminando a poeira que dançava no ar. O cheiro de

ro cont

rço ao lado da cama. E lá estava ela. Minha Sofia.

com uma força avassaladora. Eu a peguei no colo, sentindo se

u sussurrava, beijando sua tes

endário na parede. A data marcada em vermelho. O dia em que Dona Lúcia deu o "chazinho de ervas"

averia pregos. N

ue chorava no carro com as cinzas da filha morreu naquele aciden

desta vez, a justiça seri

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Ana: Renascida das Cinzas do Amor
Ana: Renascida das Cinzas do Amor
“A chuva batia forte no para-brisa, as lágrimas se misturando às gotas, enquanto a urna fria com as cinzas da minha Sofia pesava no meu colo. Eu, Ana, estava no último limite da minha dor. Meu marido, Pedro, e meu sogro, Seu Carlos, me acusavam de loucura, ofuscados pela hipocrisia de Dona Lúcia, minha sogra. Ela que, com seu sorriso dissimulado e "chazinhos milagrosos", transformou a vida da minha filha em um pesadelo silencioso. Eles me culparam por tudo. Ninguém viu a verdade por trás da sua falsa bondade, da sua avareza criminosa que custou a vida da minha Sofia. Minha filha morreu envenenada por água sanitária e açúcar, uma "receita de avó" que Dona Lúcia deu para ela. E no funeral, eles me apontaram como a vilã. "A culpa não foi de ninguém", repetiam, enquanto eu via o assassino recebendo pêsames. O mundo desabou, e a Ana, doce e paciente, morreu. Cegada pela dor, pisei fundo no acelerador, determinada a levar todos nós para o inferno. O impacto foi brutal, e a escuridão me abraçou. Mas, então, um choro. O choro da minha Sofia. E a luz suave do meu antigo quarto. Eu estava de volta. Viva. Sofia estava viva. No calendário, a data fatídica: o dia em que o primeiro prego foi martelado no caixão da minha filha. Desta vez, não haveria caixão. A Ana submissa morreu naquele acidente. De suas cinzas, renasci leoa. E desta vez, a justiça seria feita. Por bem ou por mal.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10