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O Cheiro do Engano

Capítulo 4 

Palavras: 678    |    Lançado em: 02/07/2025

nte parou de ch

e o jogou de volta em seu pequeno

Ricardo, mas a dor

chão frio, cada re

e pareceu uma eternid

, a mãe d

e comida e um copo de água no chão, co

ardo", disse ela, a voz gotejand

ar, a dor em suas cost

ele conseguiu dizer, a vo

um som de

, sem futuro. Nós o acolhemos, o alimentamos, o vestimos

ra ela, a raiva

hei mais duro do que qualquer um nesta ca

o de Sônia

desfazer nada. Você vai se casar co

disse Ricardo, com uma nova det

escolha. Quem você pensa que é? Você não é ninguém

éis, destinadas a ferir,

s o criamos. Você nos deve sua vida.

ratidão" era uma arma que e

embravam constantemente de sua "sor

nha com um preço, uma expe

, trabalhando na casa enquanto

sas que não fez, de ser punido para p

o que ele ganhava em seus primeiros empregos,

que era o mínimo que podia fazer pa

ra um

rosidade, er

o não remunerado, um investimento que ele

Juliana era o

la primeira vez, ele não viu uma f

mais forte desta vez. "Eu não vou vender min

u. "Você é apenas uma concha vazia que nós

ara sair, mas

da de conforto, calado no seu canto. Ou p

anca girou, mergulhando-

ele pensou

ha. Era submiss

viam cometi

eles o libertaram de qualqu

m mais nada a perder,

não tinha

ria essa relaç

ia o peão n

ria uma mane

como, mas sa

ete constante de sua humilhação

a corte, era uma p

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O Cheiro do Engano
O Cheiro do Engano
“O cheiro de charuto e perfume barato nunca deveria estar junto, mas naquele dia, Ricardo o sentiu no ar do seu pequeno apartamento. Parado à porta, sacola de compras na mão, ele viu Juliana, sua noiva, nos braços de Gustavo, o filho arrogante de um magnata. A sacola caiu, as laranjas rolaram, e Juliana se virou, não com culpa, mas irritação: "Ricardo? O que você está fazendo aqui tão cedo?" Gustavo riu, puxando-a para mais perto, enquanto Ricardo sentia o chão sumir sob seus pés. "Não seja dramático, Ricardo," ela disse, antes de soltar a bomba: "Eu e Gustavo estamos juntos." Aquela revelação, que já era um soco no estômago, se transformou em humilhação pública quando a família dela-mãe, pai, irmão-saiu do quarto, revelando uma emboscada. Eles não só esperavam que Ricardo aceitasse a traição, mas que se casasse com Juliana para encobrir o caso, garantindo a "aliança poderosa" com Gustavo. "Vocês querem que eu seja um 'chifrudo' de fachada?" ele cuspiu, sentindo a dignidade ser pisoteada. Sônia, sua pseudo-sogra, prometeu fortuna, mas Ricardo viu apenas a ambição fria nos olhos de Juliana e a lembrança de todos os seus sacrifícios por eles se transformou em raiva. Ele foi usado como um peão, um investimento, e agora, um obstáculo. Mas o Ricardo ingênuo havia morrido naquele jardim. "Não," ele disse, a voz firme, "Eu não vou fazer parte dessa sua sujeira." Eles o subestimaram. Ele não tinha mais nada a perder. No entanto, a humilhação escalou: Gustavo, com um cruel sorriso, atacou o velho jardineiro André, uma das poucas pessoas que Ricardo estimava. Ao tentar defender André, Ricardo foi espancado pelos seguranças de Gustavo, e Juliana, com um chicote nas mãos, adicionou mais golpes na sua pele já marcada. "Você vai se casar com Juliana. Você vai sorrir para as câmeras. E você vai ficar quieto enquanto eu faço o que eu quiser com ela," Gustavo sibilou. Mas enquanto a dor o abatia, uma nova chama se acendeu: a busca pela verdade de quem realmente era, e uma promessa silenciosa de vingança. Ele não seria um peão. Ele seria um jogador.”