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Destino Quebrado

Capítulo 4 

Palavras: 880    |    Lançado em: 02/07/2025

fensiva. Ela olhou para os papéis espalhados no chão, para a prova irrefutável

erguntou, a voz tingida de uma falsa indignação. "Você andou

o por ter descoberto seu segredo. Mas a tática não

e é verdade", ele respondeu, a voz monóto

. Que explicação ela poderia dar? Como justificar anos de e

raiva, mas com um cansaço pro

lhe as costas e caminhando em direção ao quarto pequeno que dividiam. Ele

ério!", ela protestou, seguindo-o. "Nosso filho ac

profundidade da dor e do ódio nos olhos dele. Não havia mais a

a e cortante. "Você não tem mais parte nela. O lugar que você chama de 'casa' é aquele apartamento de l

cou sem palavras. Ela abriu a boca para argumentar,

ue havia escondido perto da porta – a mesma que usara no restaurante – e m

o ecoou na casa silen

dela ainda pairava no ar, mas estava se dissipando. Ele esperava sentir um vazio ainda ma

de acreditar em uma farsa. Pela primeira vez em muito tempo, ele estava sozinho com sua dor, sem a presença venenosa da tr

naquela manhã. A cama desarrumada, as roupas jogadas sobre uma cadeira, os pôsteres de ba

plástico dourado, de um campeonato de xadrez da escola, de quando Felipe

riu de repente. Era Sofia. Ela havia vol

", ela disse, a voz ríspid

, procurando o carregador de seu celular "oficial", o

um som de

ra si mesma do que para Ricardo. "Tanta poeira por nada. Ele deveria ter foc

a aberta de Ricardo. Aquele troféu não era "nada". Era a prova da inteligência de Felipe, de sua de

o pareceu mais valioso do que todo o ouro que Sofia havia gasto com sua outra vida. Ela encontrou o carregador, o enfiou na bolsa e saiu

ais. Apenas reforçou a verdade amarga: Sofia nunca havia realmente conhecido o filho que teve. Ela

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Destino Quebrado
Destino Quebrado
“O telefone tocou, cortando o silêncio pesado da minha casa humilde. Era o hospital, informando que meu filho, Felipe, havia sofrido um acidente fatal enquanto fazia entregas. Minha mão tremia ao ligar para Sofia, minha esposa, a mãe de Felipe, buscando consolo no caos, mas ela recusou minha chamada, ocupada demais com seus "bicos" . Finalmente, ela atendeu, impaciente, e ao ouvir sobre Felipe, sua única preocupação foi: "Ele se meteu em encrenca de novo? Não tenho dinheiro para fiança." Foi um golpe mais doloroso que a própria tragédia. Minha companheira de vinte anos, a mulher com quem dividi suores e sonhos, estava em algum lugar celebrando, distante e fria, enquanto nosso filho jazia sem vida. No funeral, ela não apareceu; vi seu carro de luxo, o motorista Marcos e o filho dele, Lucas, passando pela entrada, e o pneu esmagando a única rosa vermelha que deixei para meu filho, num doloroso símbolo de sua indiferença. A dor da perda mesclou-se à amargura quando, entre os pertences de Felipe, encontrei o dossiê da verdade: extratos bancários de uma conta secreta com milhares de reais, fotos de Sofia, Marcos e Lucas sorrindo em praias e restaurantes caros, e a carta de aceitação de Felipe para a universidade, com bolsa integral. Meu filho, que sonhava em ser engenheiro, estava se matando em trabalhos extras para sustentar a farsa dela, para comprar para ela presentes que ela nunca precisou, enquanto ela financiava a vida de luxo de outra família. Com a raiva e dor me consumindo, descobri que eu também estava doente, com poucos meses de vida. Sofia apareceu com papéis de divórcio, revelando que meu dinheiro estava bancando o luxo dela, e que o filho dela, Lucas, era o culpado pelo acidente de Felipe. Eu podia aceitar o destino, mas não a hipocrisia; eu não morreria para purificar a consciência dela. Minha vingança seria viver em seu inferno particular, sem mim, sem nosso filho, mas com a culpa eterna corroendo sua alma.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10