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O Bombeiro e a Esposa Secreta

Capítulo 1 

Palavras: 1151    |    Lançado em: 02/07/2025

ente aceitava. Eles dormiam em quartos separados há três anos, uma decisão unilateral de Ana, que alegava estar em um pe

a que a afastava de seus objetivos elevados, e ele, um bombeiro acostumado a lidar co

e ela administrasse a casa e vivesse confortavelmente, ele acreditava que seu sacrifício era uma prova de seu amor, uma forma de compensar a distância física que ela impunha. Ele cozinhava para ela, lim

reram a multidão de curiosos e pararam em uma cena que não fazia sentido, Ana estava lá, rindo, com uma expressão de felicidade genuína que ele não via há anos, ao seu lado, um homem desconhecido a abraçava pela cintura, e entre e

terminar logo com isso!", o grito de seu ch

em sua mente. Ele olhou de volta para o local onde os vira, mas eles haviam sumido, no meio do choque, ele viu o olhar de Ana cruzar com o se

esposta. A imagem daquele trio feliz o assombrava, a risada de Ana, o braço do homem em sua cintura, o sorriso inocente do menino, tudo aqui

sinal de Ana, do homem ou da criança, eles haviam desaparecido sem deixar rastros, sem uma palavra de explicação. A aus

vesse acontecido, ela o cumprimentou com o mesmo "oi" monossilábico de todos os dias e foi

, Ana?", ele perguntou, a voz

ha arqueada. "Trabalhando,

trivial, ela acrescentou com uma calma assustadora: "Eu

m ela estava falando, sabia que não era uma adoção, mas uma imposiç

se falando uma língua estrangeira. "Você não entenderia, José, são coisas do me

que estava com você?",

dade por coisas carnais, por explicações lógicas, é por isso que nosso relacioname

spiritualidade para justificar a traição, para humilhá-lo, para rebaixa

de... tudo isso é sujo para você?", el

isse, virando-se de costas para ele, encerrando a conversa. "

ue lhe desse um mínimo de controle sobre sua própria casa, sua própria vi

tava desprezo, um silêncio que dizia qu

como prometido, Ana chegou com o pequeno Lucas, ela o tratava com uma ternura que José jamais recebera, seus olhos brilhavam, sua voz

e a noite, ele se levantou e foi até o quarto de Ana, a porta estava entreaberta, e o que ele viu o destruiu completamente, lá dentro, Pedro, o homem do parque, estava sentado na cama de Ana, com Lucas dormindo em seu colo, enq

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O Bombeiro e a Esposa Secreta
O Bombeiro e a Esposa Secreta
“Minha vida de casado com Ana era uma rotina estranha de regras que ela impunha e eu, José, um bombeiro acostumado ao caos, aceitava por amor ou costume. Dormíamos em quartos separados há três anos, uma decisão unilateral dela, que alegava "purificação espiritual" . Eu trabalhava exaustivamente, entregava todo meu salário a ela, cozinhava, limpava, sonhando em ter minha esposa de volta. Até que um dia, durante um chamado de rotina para um pequeno incêndio, meus olhos varreram a multidão e pararam em uma cena que estilhaçou meu peito. Lá estava Ana, rindo com uma felicidade que não via há anos, abraçada pela cintura por um homem desconhecido, e entre eles, um menino de uns quatro anos comia sorvete, olhando para os dois com a adoração que uma criança reserva aos pais. Eles pareciam a família perfeita que ela sempre me negou. No meio do choque, vi o olhar de Ana cruzar com o meu: havia pânico, mas também uma frieza cortante, como se eu fosse um intruso em sua verdadeira vida. Ainda desorientado, ela chegou em casa impassível, propondo adotarmos uma criança, a quem ela chamava de Lucas. "Que criança, Ana? O menino que estava com você no parque hoje?" perguntei, a voz tremendo. A máscara dela nem tremeu. Ela me humilhou usando sua espiritualidade para justificar a traição, alegando que minha "necessidade por coisas carnais" era o problema. Naquela noite, descobri a verdade brutal: Pedro, o homem do parque, estava na cama de Ana com Lucas. Eu era o tolo que financiava a felicidade de minha esposa com outro homem. Com o coração esmagado, exigi o divórcio, mas ela, com uma calma fria, recusou, usando desculpas esfarrapadas sobre "regras espirituais". Sua frieza era insuportável. "Você não entende nada! Pedro é meu guia espiritual, Lucas é uma criança que precisa de ajuda!" ela gritou quando tentei sair. "Não me chame de burro, Ana, eu vi como vocês se olham, eu vi como ele estava na sua cama!", rebati, e ela me deu um tapa no rosto. Naquele momento, algo em mim se quebrou para sempre. "Agora eu tenho mais um motivo para o divórcio", disse, a voz fria como o ártico. "Agressão." Saí daquela casa, me sentindo mais rico do que nunca, pois levava minha dignidade. Mas o inferno dela ainda não havia acabado.”
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