icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Alma de Açúcar, Coração de Gelo

Capítulo 1 

Palavras: 1079    |    Lançado em: 02/07/2025

no frasco de vidro estava vazio, um testemunho silencioso da minha decisão final. Três dias. Eu tinha três dias antes que m

silencioso, "Ana, esta doença é rara e agressiva, a única cura

inha, seus olhos cheios de uma preocupação que eu, tola, acreditei ser para mim.

te considerável de nossa fortuna, mas a flor não veio para mim. Veio para Clara, m

evitando meu olhar, "Ela precisa mais do

de confeitarias do zero, que administrei a casa do duque, que lhe

guda que me atormentava há semanas começou a diminuir, substituída por uma clareza fria e cortant

bá no ar. Minha mãe estava na cozinha, rindo de algo que Clara dizia. Meu pai lia o jornal na poltrona

ãos no avental. "Estávamos justamente falando de você. Clar

chá nas mãos, um sorriso satisfeito nos lábios. Ela não parecia nem um po

, baixando o jornal. "Ele já faz tanto por você. E a Cla

io que se instalou. Clara me observava com um brilho vitorioso nos olhos, esperando

he daria ess

", minha voz saiu firme, surpreendendo

ados. A confusão em seus

o. "E decidi que a rede de confeitarias, 'Doce Ana', será sua, Cla

o chá. Minha mãe

alando sério?", pergunto

documentos. Só preciso da assinatura de vocês c

seus olhos percorreram os papéis, a incredulidade dando lugar a uma ganância mal disfarçada

mãe, um sorriso aliviado se espalhando por seu rosto. "Clara semp

nha no meu ombro. Aquele gesto, que deveria ser de conforto, pareceu um peso de chumbo. Eles não viam o qu

ar. Encontrei Pedro no escritório, revisando alguns papéis com uma concentração que eu raramente via. Ele era um homem de aparências,

zendo?", pergu

beça rapidamente. "Ana. Nada, ap

não entendia de negócios, que isso era coisa minha. Mas ele entendia. Ele entendia muito bem o valor do que eu havia construído, e agora, o valor do que eu es

tingiu, mas não era da

vazia. "Eu já transferi tudo par

e algo mais, algo que eu não consegu

eza", ele disse, levantando-se e vindo em minha direção.

frente, seu rosto s

morar conosco. Permanentemente. P

a, meus negócios, o afeto dos meus pais. Ele queria trazê-la para d

calma que a poção me deu foi a

Reclame seu bônus no App

Abrir
Alma de Açúcar, Coração de Gelo
Alma de Açúcar, Coração de Gelo
“A poção queimava minha garganta, um fogo líquido, prometendo o fim da dor e de tudo. Mas a dor que me consumia não vinha da doença rara e agressiva que me fora diagnosticada, e sim da traição mais cruel. Meu marido, Duque Pedro, prometeu mover céus e terras pela Flor da Lua, minha única cura. Ele a encontrou, a preço de fortuna, mas não para mim. A flor foi para Clara, minha irmã de criação, que reclamava de um resfriado persistente, enquanto eu definhava. "Clara é tão frágil, Ana", Pedro me disse, desviando o olhar, "Você é forte, vai superar isso." Forte. Essa palavra me soou como um insulto enquanto meu coração se estraçalhava. Eu, que construí um império de confeitarias, que administrava a casa do duque e lhe dei um filho, era forte o suficiente para ser deixada para morrer. Com a morte iminente, uma calma fria me invadiu. Por que lutei tanto? Por que meu sacrifício nunca foi suficiente para eles? Eles queriam minha generosidade? Eu lhes daria tudo o que sempre desejaram. Minhas confeitarias "Doce Ana" foram para Clara, aceitas com sorrisos gananciosos dos meus pais. Minhas joias de família, minhas terras ancestrais, tudo entreguei, observando a cobiça dançar nos olhos de Clara e a aprovação silenciosa de Pedro. E a facada final: Pedro exigiu que Clara viesse morar conosco. "Ela é a nova dona das confeitarias, ela precisa estar perto", ele disse, e na sequência, estendeu-me os papéis do divórcio. Assinei. Assinei meu fim. A visão escureceu, a última coisa que ouvi foi a voz irritada de Pedro: "Pare com o drama, Ana! Pensei que tinha amadurecido." Quando acordei, o cheiro do perfume de Clara já impregnava meu quarto. A poção que tomei mascarava minha morte, tornando-me, para eles, "saudável" . Ninguém via a morte se aproximando. Ninguém choraria. Entendi então: minha rendição era a vingança. Eles pegaram tudo, mas não sabiam que eu lhes entregava um presente fatal.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 12