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Selinda Andreasen

3 Livros Publicados

Livros e Histórias de Selinda Andreasen

Traição e Vingança: O Retorno de Laura

Traição e Vingança: O Retorno de Laura

Jovem Adulto
5.0
Eu, Laura, uma estudante de design com sonhos ambiciosos, mal podia esperar para finalizar meu projeto da bolsa de estudos, minha chance de ouro. Mas então, uma voz rouca na cafeteria sussurrou um aviso arrepiante: "Cuidado com aqueles que você chama de amigos." Eu ri, claro. Minha mente lógica não tinha tempo para bobagens, especialmente com Lucas, meu melhor amigo, e Sofia, minha confidente, ao meu lado. Eles me elogiaram, me apoiaram, me deram confiança. Até que, numa noite, precisei ir ao apartamento de Lucas. A porta rangeu, abri. E ouvi as risadas de Lucas e Sofia, zombando de mim, planejando roubar meu trabalho e me transformar na "garota quebrada e dependente" que Lucas tanto queria. O chão sumiu sob meus pés. A traição não era uma faca, era um abismo. Eu não era uma vítima. Eu era uma designer. E eu não ia deixar que eles roubassem meu futuro. Com o coração partido e uma fúria fria, plantei a primeira semente da minha vingança: o pingente que Lucas me deu, agora o amuleto da sorte de Sofia, seria a garantia de que a dor de vocês seria a minha força. Eles riram da minha humilhação pública, da minha exclusão do projeto. Eles me viram sem emprego, sem dinheiro, até com o tornozelo torcido. A cada golpe, a semente da vingança crescia. "É o estresse", eles diziam, enquanto eu me afundava na escuridão. Mas quando a humilhação escalou para a farmácia, com Sofia exibindo meu fracasso e Lucas me chamando de "cena", tudo ganhou uma nova dimensão. Minha mãe, no telefone, viu tudo, ouviu tudo. E desabou. Aquilo não era mais um jogo acadêmico. Era sobre sangue. Minha mãe, no hospital, me deu a clareza para a guerra que eu começaria. No dia da premiação da bolsa, Sofia sorria no palco, segurando o certificado que achava ser seu. No entanto, eu, Laura, com a voz firme, pedi a verificação da marca d' água digital. O telão brilhou com meu nome. O rosto de Sofia se retorceu, a farsa desmoronou. Lucas, pálido, tentou calá-la, mas a confissão involuntária dela, a revelação sobre o pingente de Lucas, rasgou a máscara de vez. Aquele era o meu pingente. O que Lucas me deu no passado para me aprisionar. Era um feitiço parasita, que estava drenando a minha vida. Minha saúde piorava, as dores, a fraqueza. Até Lucas, o "mestre" das artimanhas, começou a sentir os efeitos de seu próprio veneno. Ele estava desesperado para me curar, não por mim, mas para me manter como sua fonte de energia. A verdade explodiu: o feitiço havia se confundido e começou a voltar para eles, mas como eu era o alvo original, ele estava me consumindo mais rápido. Eu não iria morrer. A velha havia me dito o que fazer. Encontrei Sofia, peguei o pingente, e fiz o feitiço reverter. Lucas definhava no hospital, uma casca vazia. Sofia colhia as próprias consequências. E eu. Eu estava livre. Aquela seria a minha vida. Forte, livre e independente.
Entre Vingança e Paz: Um Novo Fim

Entre Vingança e Paz: Um Novo Fim

Romance
5.0
A escuridão tomou conta de mim, seguida por um frio que entrava pelos ossos. Tentei gritar, mas a água suja e gelada encheu minha garganta. Eu me lembrava de tudo: uma noiva prometida, dedicada à família Silva, ao meu amor de infância, Pedro Henrique. Mas no altar, ele me abandonou por Sofia, uma influenciadora digital que sussurrava veneno em seu ouvido. A humilhação foi um soco no estômago, sufocante. Corri para ponte, querendo acabar com tudo, mas um estranho me segurou. Voltei para a única casa que conhecia e os encontrei, Pedro e Sofia, casados, se beijando na sala que eu havia limpado tantas vezes. A raiva me consumiu quando ninguém acreditou na minha verdade. Pedro, para se livrar de mim, me internou em uma clínica psiquiátrica. Lá, descobri que Sofia envenenava Dona Beatriz, mãe de Pedro, por causa da herança. Eu fugi, juntei provas e expus tudo, vendo o mundo de Pedro desabar. Não queria vingança, só paz. Eu o deixei e então… o acidente, o fim. Mas agora, eu estava viva, de volta ao meu quarto de solteira, mais jovem e sem marcas de sofrimento. Eu tinha voltado no tempo. O som de risadas vindo do andar de baixo, a voz de Sofia. Era o dia do noivado dela com Pedro, um evento que, na minha vida passada, aconteceria meses depois do meu abandono. Desci as escadas, tremendo. Lá estava ele, Pedro Henrique. Seu olhar, uma frieza que eu só conheci no fim. Sofia, ao lado dele, com um sorriso falso. "Maria Clara, querida. Que bom que desceu." Pedro me ordenou secamente: "Estamos ocupados, Maria Clara. Volte para o seu quarto." Eu estava confusa; na minha outra vida, ele ainda me tratava como amiga. "Pedro, o que está acontecendo?" Sofia me pintou como a louca ciumenta, a iludida. Não adiantava discutir, então forcei um sorriso. "Você tem razão, Sofia. Eu estava confusa. Desejo toda a felicidade. Vou pegar um copo de água na cozinha." Tentei sair, mas Pedro me segurou com força, seus olhos cheios de uma suspeita sombria. "O que você está tramando, Maria Clara? Essa sua calma não me engana. Você sempre foi uma cobra sorrateira." Eu congelei. Essas palavras, essa raiva... ele nunca tinha dito isso antes. Ele também se lembrava. Ele também havia voltado. "Não estou tramando nada, Pedro. Só quero que vocês sejam felizes." "Vou testar sua lealdade. Provar que você não passa de uma mentirosa." Ele me arrastou para o quintal, para o poço velho. "Você diz que só quer a nossa felicidade", ele disse. "Então prove. Pule." Eu olhei para ele, incrédula. "Você enlouqueceu?" Seu rosto se contorceu em um sorriso cruel. "Eu não enlouqueci. Eu me lembrei." E então, ele me empurrou. Não tive tempo de gritar. Senti o impacto brutal com a água gelada lá no fundo. A mesma água. O mesmo frio. O mesmo cheiro de morte. Enquanto eu afundava, a voz dele ecoou na minha cabeça. Eu me lembrei. Ele também tinha voltado. E ele me odiava.
Alma de Açúcar, Coração de Gelo

Alma de Açúcar, Coração de Gelo

Romance
5.0
A poção queimava minha garganta, um fogo líquido, prometendo o fim da dor e de tudo. Mas a dor que me consumia não vinha da doença rara e agressiva que me fora diagnosticada, e sim da traição mais cruel. Meu marido, Duque Pedro, prometeu mover céus e terras pela Flor da Lua, minha única cura. Ele a encontrou, a preço de fortuna, mas não para mim. A flor foi para Clara, minha irmã de criação, que reclamava de um resfriado persistente, enquanto eu definhava. "Clara é tão frágil, Ana", Pedro me disse, desviando o olhar, "Você é forte, vai superar isso." Forte. Essa palavra me soou como um insulto enquanto meu coração se estraçalhava. Eu, que construí um império de confeitarias, que administrava a casa do duque e lhe dei um filho, era forte o suficiente para ser deixada para morrer. Com a morte iminente, uma calma fria me invadiu. Por que lutei tanto? Por que meu sacrifício nunca foi suficiente para eles? Eles queriam minha generosidade? Eu lhes daria tudo o que sempre desejaram. Minhas confeitarias "Doce Ana" foram para Clara, aceitas com sorrisos gananciosos dos meus pais. Minhas joias de família, minhas terras ancestrais, tudo entreguei, observando a cobiça dançar nos olhos de Clara e a aprovação silenciosa de Pedro. E a facada final: Pedro exigiu que Clara viesse morar conosco. "Ela é a nova dona das confeitarias, ela precisa estar perto", ele disse, e na sequência, estendeu-me os papéis do divórcio. Assinei. Assinei meu fim. A visão escureceu, a última coisa que ouvi foi a voz irritada de Pedro: "Pare com o drama, Ana! Pensei que tinha amadurecido." Quando acordei, o cheiro do perfume de Clara já impregnava meu quarto. A poção que tomei mascarava minha morte, tornando-me, para eles, "saudável" . Ninguém via a morte se aproximando. Ninguém choraria. Entendi então: minha rendição era a vingança. Eles pegaram tudo, mas não sabiam que eu lhes entregava um presente fatal.