Nora
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Livros e Histórias de Nora
O Preço do Desprezo: Um Amor Proibido
Jovem Adulto A picape velha sacudia, levantando poeira vermelha.
Maria, ou melhor, Chica, contava dez anos longe do asfalto da capital.
Dez anos desde que seu pai a mandou para a fazenda, aos oito.
A lembrança era um corte: ela, chutando sem querer a bola na sala de troféus.
Quebrando a taça de ouro de hipismo de Pedro, seu irmão.
O choro estridente dele, a fúria do pai.
"Vai aprender responsabilidade longe daqui", disse ele.
Foram as últimas palavras dele por uma década.
Naquele dia, ela estava de volta.
A festa de 18 anos de Pedro.
O casarão imponente e o cheiro de perfume caro a sufocavam.
Mestre Zé, seu protetor e mentor, segurou sua mão antes de ela descer.
Ele colocou um amuleto de couro em sua palma.
"Se a dúvida apertar, abra. Mas só nesse momento."
Ela guardou a peça, vestindo seu simples vestido.
Assim que entrou, os olhares perfuraram-na.
Pedro a viu, e seu sorriso morreu.
"Olha só quem apareceu! A caipira!", ele zombou.
Seus amigos riram, medindo-a com desdém.
A humilhação era pública, mas Mestre Zé a ensinou a não ceder.
Pedro se aproximou, o hálito marcado pelo álcool.
"Você não pertence a este lugar, Maria. Volta pro seu buraco."
As palavras feriam, mas ela não abaixaria a cabeça.
Com os olhos de todos sobre ela, ela pegou o amuleto.
Dentro, um papel dobrado.
Ela abriu, os dedos tremendo.
Quatro palavras na caligrafia de Mestre Zé: "Manda ver, garota!"
Um sorriso brotou em seus lábios.
A dúvida sumiu.
Ela era uma Filha do Axé, e Filhas do Axé não se curvam. A Bailarina Que Renasceu
Jovem Adulto A audição para a Escola Nacional de Dança estava a três dias, e eu vivia para cada passo.
Sofia, minha prima, e Pedro, meu namorado, eram meu mundo, meu maior apoio. Ou assim eu pensava.
Uma velha misteriosa me parou, sussurrando um alerta sinistro: "A inveja usa o rosto de um amigo, e a traição se esconde no beijo de um amante. Seu sonho será roubado por quem você mais ama."
Ignorei, mas a semente da dúvida foi plantada, uma inquietação fria no meu peito.
Dois dias depois, voltei ao estúdio e ouvi vozes: Sofia e Pedro, tramando minha ruína.
Pedro mudaria minhas partituras, me faria dançar a coreografia errada, garantindo que eu fosse humilhada e expulsa.
A vaga seria deles, a minha seria roubada.
O beijo deles selou o meu inferno. Meu mundo desabou, o ar sugado dos meus pulmões.
Memórias estranhas martelaram minha mente: a sapatilha rasgada, o suco no figurino, as "palavras de apoio" que minavam minha confiança.
Tudo, uma conspiração cruel e longa.
Humilhação, dor e raiva me afogavam, lágrimas cegando minha visão enquanto eu corria, sem rumo, de volta àquela rua.
A velha me esperava, sem surpresa: "Eles te traíram, não foi?" .
Eu só conseguia assentir, soluços rasgando minha garganta.
Ela me ofereceu uma maneira de reverter o azar e a humilhação, um amuleto que absorveria minha dor e a devolveria aos corações cheios de maldade.
O preço? Dor. Desesperada, eu não hesitei.
Passei pelo ritual mais doloroso da minha vida, revivendo cada traição enquanto meu sangue pingava no amuleto.
Quando a audição foi um desastre planejado, meu sonho feito em pedaços, Sofia veio com sua falsidade, e me prenderam num labirinto escuro no teatro.
Ferida e exausta, escapei, mas a fúria em mim só cresceu. Isso não tinha acabado. Estava apenas começando.
Em casa, a maior crueldade: Pedro e Sofia, com suas mentiras, fizeram minha avó ter um ataque cardíaco.
A culpa me corroía. Meu nome seria desqualificado, o deles anunciado. No palco, Mestre Moreau lia os nomes, Sofia com uma "aceitação condicional".
Meu celular vibrou. Uma voz familiar, Mestre Moreau, mas ao telefone, oferecendo uma bolsa-integral na Academia Real de Ballet de Paris.
Eles viram através da sabotagem, viram meu talento. De repente, eu era uma sensação no mundo da dança. Do Despejo à Vitória: A Jornada de Clara
Romance O meu casamento terminou no dia em que recebi a notificação de despejo.
Um frio papel branco na porta do nosso apartamento, com letras pesadas a anunciar o fim: não pagávamos o aluguer há três meses.
Liguei ao Leo, o meu marido. Uma, duas, três vezes. Nada. Depois, ele bloqueou-me.
Sentei-me nos degraus frios, a cabeça entre as mãos. Onde estava o dinheiro? Eu enviava a minha parte do aluguer todos os meses, sem falhas.
Então, uma mensagem de Sofia, a ex-namorada do Leo. Ela queria "conversar".
No café, ela não sorria amigavelmente. "O Leo não te contou? Ele está comigo agora. Há meses."
E o dinheiro do aluguer? "Oh, isso. O Leo precisava dele. Eu ajudei-o, com a condição de ele te deixar."
"Ele nunca te amou de verdade. Tu eras apenas conveniente."
Eu mal processei as palavras quando o telemóvel tocou. Era a Dona Isabel, a minha sogra.
"Clara! Onde está o Leo? Não me atende!"
Eu disse a verdade. "Acho que ele está com a Sofia."
O silêncio do outro lado foi cortado por um grito furioso: "Tu és uma esposa inútil! Não consegues sequer manter o teu homem longe de outra! Ele gastou o vosso dinheiro? Deves ter provocado! És tu a culpada!"
Desliguei, com o coração partido, mas a raiva a ferver. A minha casa, o meu casamento, tudo destruído, e a família dele culpava-me.
Nesse momento, eu soube: o divórcio não era uma opção. Era uma necessidade. E o meu dinheiro, o que era meu por direito, eu iria recuperá-lo. Não importava o custo. Quando o Amor Se Torna Veneno
Moderno O cheiro a desinfetante hospitalar ainda me sufocava, mas a dor no peito era bem pior.
Tinha acabado de perder o nosso bebé, um sonho esmagado.
Ao acordar, a minha sogra, Dona Isabel, olhou-me com frieza: "És nova, podes tentar outra vez."
O Miguel? Não estava lá.
Correra para socorrer a irmã, Clara, cujo carro avariou.
Que ultraje! Eu vivia o inferno, ele lidava com um pneu furado.
Em casa, as palavras vazias de Miguel eram ecoadas pela presença constante de Clara.
Ela ligava, ele sussurrava ao telefone.
A cada dia, ambas me humilhavam, questionando a minha dor, a minha vida.
"Já pensaste voltar a trabalhar? Ficar em casa assim não te faz bem."
Eu fervia, a mágoa e a raiva crescendo.
Como podia ele ser tão indiferente à minha dor?
Uma noite, ele saiu às pressas, esquecendo o telemóvel.
Uma intuição gélida levou-me a abri-lo.
As mensagens chocaram-me. Eram do Miguel. Para a Clara.
"A Sofia está insuportável. Não sei quanto tempo mais aguento."
"Maninho, paciência. Lembra-te do nosso plano", respondia ela.
Plano? Que plano?
Havia mais: a Clara tinha um namorado secreto. O Miguel era cúmplice.
Fotos deles a rir, íntimas. Pareciam um casal.
Uma traição emocional. Senti-me suja, ingénua.
Mas o golpe final veio numa pequena caixa de veludo azul.
Dentro: um anel de noivado.
E um bilhete com a caligrafia de Miguel: "Para a minha C. Espero que digas sim. M."
C de Clara. Iria ele pedir a própria irmã em casamento?
O mundo desabou. Você pode gostar
23 Modos de Prazer
Gabriela.B A primeira coisa em que pensei quando ela entrou no meu consultório foi que as mulheres do
mundo deveriam fazer um acordo de que nenhuma delas poderia ser gritantemente mais bonita do que
as outras. Alta, curvilínea, ruiva, com a pele clara e os olhos verdes, Nahia Valar, minha nova
paciente, era tão deslumbrante que chegava a ser constrangedor para nós, outras mulheres, ficarmos
perto dela.
Tive que me lembrar de que eu deveria ser a pessoa mais segura do ambiente. Era difícil não me
sentir intimidada pela sua presença. Mas uma psiquiatra que não passasse segurança para os seus
pacientes não valeria a obscena quantia monetária que eu cobrava pela consulta.
– Boa tarde – ela me cumprimentou primeiro. Estava claramente acostumada a dominar o
ambiente.
– Boa tarde – devolvi um sorriso confortável. – Senhorita Valar, não é isso? – olhei para a ficha
que tinha nas mãos para confirmar. – Sente-se onde preferir.
Ela escolheu a poltrona bem à minha frente do outro lado da sala. Levantei-me de trás da mesa e
sentei-me no pequeno sofá ao seu lado.
– Sou a doutora Hanna Arzu, mas pode me chamar de Hanna. Minha secretária me informou que a
senhora gostaria de marcar dois encontros por semana.
– Exatamente – ela olhava à sua volta, medindo tudo ao seu redor. – Tenho um problema de
natureza bastante... peculiar. E gostaria de resolvê-lo o mais rápido possível.
– Infelizmente, tempo é uma coisa que não se pode prometer em tratamentos psiquiátricos. E,
geralmente, depende muito mais do paciente que do médico.
– Bem, eu estou disposta a tentar, se a senhora estiver – ela sorriu para mim de uma forma dúbia e
quase criminosa. Resolvi reassumir o controle.
– Muito bem, senhorita Valar...
– Nahia. Prefiro que me chamem de Nahia.
– Nahia, então – sorri. – Por que você não me conta o seu problema?
Ela levantou as sobrancelhas e sorriu como se aquilo fosse ser uma longa história.
– Comece do começo – sugeri.
Nahia me encarou nos olhos e eu sustentei seu olhar com um sorriso encorajador. Mas não era de
coragem que ela precisava. Aquela mulher não era do tipo que precisava de coragem ou confiança –
isso ela tinha de sobra. O que lhe faltava era uma decisão. Por alguns segundos ela ficou em silêncio,
sentada ali, considerando se ia desistir ou se ia me contar sua história.
É muito comum. Os pacientes resolvem que precisam de ajuda, marcam a consulta, vêm até o
consultório. Mas, no momento em que eles se sentam e eu digo "me conte", o questionamento volta.
Às vezes, é um questionamento moral ou ético, pois eles acham que outra pessoa não vai entender
seus problemas. Outras vezes, é um questionamento de confiança, pois não estão acostumados a
contar seus segredos mais íntimos para um desconhecido. Em ambas as situações, tudo o que eu fazia
era esperar alguns segundos para, então, ouvir o paciente respirar fundo e a consulta começar.
No caso de Nahia, ela parecia estar quase encantada com a minha espera. Era como se ela se
deliciasse nos momentos que antecediam o começo de sua narrativa. Através dos seus olhos, eu
quase a ouvia dizer "Você não sabe o que a aguarda, doutora. Não faz a menor ideia".
Ela respirou fundo. BOX FILHOS DA MÁFIA - SÉRIE NOSSOS FILHOS
A.Fagundes Sinopse:
Eles nasceram cercados por luxo, poder e segredos. Filhos dos mafiosos mais temidos do mundo, cresceram à sombra de decisões sangrentas e alianças perigosas. Agora, adultos, enfrentam seus próprios dilemas entre o amor, a lealdade e a herança de um império marcado por crimes e paixão.
Em Box Filhos da Máfia, Angelinna Fagundes apresenta histórias intensas e emocionantes, onde cada casal precisa lutar contra o peso do sobrenome, enfrentar inimigos do passado e descobrir se é possível construir um futuro diferente sem negar quem realmente são.
Prepare-se para viver romances explosivos, reviravoltas arrebatadoras e o drama daqueles que carregam nas veias o legado da máfia... e no coração, o desejo de um amor verdadeiro.
Laços de Interesses: 365 dias de casamento por conveniência.
Yana _ Shadow A jovem mãe era capaz de fazer qualquer coisa para ficar com o bebê, até mesmo se casar com um homem que não a amava.
"Não contarei para ninguém sobre a gravidez, eu prometo", ela olhou em cada canto, procurando uma maneira de fugir daquele veículo.
"Nem pense em fugir, Giulia". Revoltado, Max acertou o punho fechado na porta do carro. "Eu fui um dos melhores atletas na Universidade". O tom ríspido advertiu.
"Posso ficar com o bebê? Ele é a única família que tenho".
Farto daquela conversa, Maximilian trincou a mandíbula quando a encarou, "você não vai a lugar algum com o meu filho!" O tom rouco vociferou.
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Maximilian Salvini, um político e CEO rígido e influente, buscava o apoio de seu avô, um poderoso mafioso, para ganhar as eleições.
Giulia perdeu tudo o que tinha e, quando o pai morreu, ela fugiu da cidade logo após ser humilhada devido ao passado de sua mãe.
Meses depois de passarem uma noite juntos, Maximilian reencontrou a garota grávida servindo mesas durante um evento. Ele não confiava em Giulia e temia que os seus inimigos usassem a gravidez da jovem para causar um escândalo durante a sua campanha eleitoral na região de Turim, Itália.
O homem ambicioso planejava mantê-la em um casamento de conveniência por 365 dias até conseguir o que almejava.
Poderia o amor surgir em um relacionamento por interesse? O Nonagésimo Nono Adeus
Hen Bu Qing Cheng A nonagésima nona vez que Leo Almeida partiu meu coração foi a última. Nós éramos o casal de ouro do Colégio Estrela do Norte, nosso futuro perfeitamente traçado para a USP. Mas no nosso último ano, ele se apaixonou por uma garota nova, Sofia, e nossa história de amor se tornou uma dança doentia e exaustiva de traições dele e das minhas ameaças vazias de ir embora.
Em uma festa de formatura, Sofia "acidentalmente" me puxou para a piscina com ela. Leo mergulhou sem hesitar um segundo. Ele passou nadando direto por mim enquanto eu me debatia, envolveu os braços em volta de Sofia e a levou para a segurança.
Enquanto ele a ajudava a sair sob os aplausos de seus amigos, ele olhou para trás para mim, meu corpo tremendo e meu rímel escorrendo em rios negros.
"Sua vida não é mais problema meu", ele disse, sua voz tão fria quanto a água em que eu estava me afogando.
Naquela noite, algo dentro de mim finalmente se quebrou. Fui para casa, abri meu notebook e cliquei no botão que confirmava minha matrícula.
Não na USP com ele, mas na NYU, do outro lado do continente. O Jogo Virou
Qing Jiu Wei Yang Na minha vida passada, eu era a garota prodígio, o orgulho da escola, destinada à melhor universidade do país.
Mas de repente, tudo desmoronou: minhas notas foram magicamente trocadas, e eu fui publicamente acusada de trapacear, virando a aluna exemplar em uma fraude.
Quem me acusou? Minha suposta melhor amiga, Sofia, e meu namorado, Pedro - as duas pessoas em quem eu mais confiava no mundo. Lembro-me do olhar de desprezo e da humilhação, com suas palavras cruéis cortando mais fundo do que qualquer lâmina. Meu mundo acabou naquele dia.
Correndo cega pelas lágrimas e pela dor da traição, não vi o carro que vinha em alta velocidade. Por que eles fariam isso comigo? Como puderam me trair de forma tão cruel? O que estava realmente acontecendo?
Foi quando o som estridente da buzina, o barulho do metal se contorcendo e a escuridão dominaram, pondo fim à minha primeira vida. Mas, inexplicavelmente, abri os olhos novamente, vendo o teto do meu quarto e pegando meu celular: a data era 15 de março de 2023, exatamente um ano antes da minha morte. Eu estava viva e havia voltado no tempo - e, desta vez, a vingança seria minha.'}]