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Nora

4 Livros Publicados

Livros e Histórias de Nora

O Preço do Desprezo: Um Amor Proibido

O Preço do Desprezo: Um Amor Proibido

Jovem Adulto
5.0
A picape velha sacudia, levantando poeira vermelha. Maria, ou melhor, Chica, contava dez anos longe do asfalto da capital. Dez anos desde que seu pai a mandou para a fazenda, aos oito. A lembrança era um corte: ela, chutando sem querer a bola na sala de troféus. Quebrando a taça de ouro de hipismo de Pedro, seu irmão. O choro estridente dele, a fúria do pai. "Vai aprender responsabilidade longe daqui", disse ele. Foram as últimas palavras dele por uma década. Naquele dia, ela estava de volta. A festa de 18 anos de Pedro. O casarão imponente e o cheiro de perfume caro a sufocavam. Mestre Zé, seu protetor e mentor, segurou sua mão antes de ela descer. Ele colocou um amuleto de couro em sua palma. "Se a dúvida apertar, abra. Mas só nesse momento." Ela guardou a peça, vestindo seu simples vestido. Assim que entrou, os olhares perfuraram-na. Pedro a viu, e seu sorriso morreu. "Olha só quem apareceu! A caipira!", ele zombou. Seus amigos riram, medindo-a com desdém. A humilhação era pública, mas Mestre Zé a ensinou a não ceder. Pedro se aproximou, o hálito marcado pelo álcool. "Você não pertence a este lugar, Maria. Volta pro seu buraco." As palavras feriam, mas ela não abaixaria a cabeça. Com os olhos de todos sobre ela, ela pegou o amuleto. Dentro, um papel dobrado. Ela abriu, os dedos tremendo. Quatro palavras na caligrafia de Mestre Zé: "Manda ver, garota!" Um sorriso brotou em seus lábios. A dúvida sumiu. Ela era uma Filha do Axé, e Filhas do Axé não se curvam.
A Bailarina Que Renasceu

A Bailarina Que Renasceu

Jovem Adulto
5.0
A audição para a Escola Nacional de Dança estava a três dias, e eu vivia para cada passo. Sofia, minha prima, e Pedro, meu namorado, eram meu mundo, meu maior apoio. Ou assim eu pensava. Uma velha misteriosa me parou, sussurrando um alerta sinistro: "A inveja usa o rosto de um amigo, e a traição se esconde no beijo de um amante. Seu sonho será roubado por quem você mais ama." Ignorei, mas a semente da dúvida foi plantada, uma inquietação fria no meu peito. Dois dias depois, voltei ao estúdio e ouvi vozes: Sofia e Pedro, tramando minha ruína. Pedro mudaria minhas partituras, me faria dançar a coreografia errada, garantindo que eu fosse humilhada e expulsa. A vaga seria deles, a minha seria roubada. O beijo deles selou o meu inferno. Meu mundo desabou, o ar sugado dos meus pulmões. Memórias estranhas martelaram minha mente: a sapatilha rasgada, o suco no figurino, as "palavras de apoio" que minavam minha confiança. Tudo, uma conspiração cruel e longa. Humilhação, dor e raiva me afogavam, lágrimas cegando minha visão enquanto eu corria, sem rumo, de volta àquela rua. A velha me esperava, sem surpresa: "Eles te traíram, não foi?" . Eu só conseguia assentir, soluços rasgando minha garganta. Ela me ofereceu uma maneira de reverter o azar e a humilhação, um amuleto que absorveria minha dor e a devolveria aos corações cheios de maldade. O preço? Dor. Desesperada, eu não hesitei. Passei pelo ritual mais doloroso da minha vida, revivendo cada traição enquanto meu sangue pingava no amuleto. Quando a audição foi um desastre planejado, meu sonho feito em pedaços, Sofia veio com sua falsidade, e me prenderam num labirinto escuro no teatro. Ferida e exausta, escapei, mas a fúria em mim só cresceu. Isso não tinha acabado. Estava apenas começando. Em casa, a maior crueldade: Pedro e Sofia, com suas mentiras, fizeram minha avó ter um ataque cardíaco. A culpa me corroía. Meu nome seria desqualificado, o deles anunciado. No palco, Mestre Moreau lia os nomes, Sofia com uma "aceitação condicional". Meu celular vibrou. Uma voz familiar, Mestre Moreau, mas ao telefone, oferecendo uma bolsa-integral na Academia Real de Ballet de Paris. Eles viram através da sabotagem, viram meu talento. De repente, eu era uma sensação no mundo da dança.
Do Despejo à Vitória: A Jornada de Clara

Do Despejo à Vitória: A Jornada de Clara

Romance
5.0
O meu casamento terminou no dia em que recebi a notificação de despejo. Um frio papel branco na porta do nosso apartamento, com letras pesadas a anunciar o fim: não pagávamos o aluguer há três meses. Liguei ao Leo, o meu marido. Uma, duas, três vezes. Nada. Depois, ele bloqueou-me. Sentei-me nos degraus frios, a cabeça entre as mãos. Onde estava o dinheiro? Eu enviava a minha parte do aluguer todos os meses, sem falhas. Então, uma mensagem de Sofia, a ex-namorada do Leo. Ela queria "conversar". No café, ela não sorria amigavelmente. "O Leo não te contou? Ele está comigo agora. Há meses." E o dinheiro do aluguer? "Oh, isso. O Leo precisava dele. Eu ajudei-o, com a condição de ele te deixar." "Ele nunca te amou de verdade. Tu eras apenas conveniente." Eu mal processei as palavras quando o telemóvel tocou. Era a Dona Isabel, a minha sogra. "Clara! Onde está o Leo? Não me atende!" Eu disse a verdade. "Acho que ele está com a Sofia." O silêncio do outro lado foi cortado por um grito furioso: "Tu és uma esposa inútil! Não consegues sequer manter o teu homem longe de outra! Ele gastou o vosso dinheiro? Deves ter provocado! És tu a culpada!" Desliguei, com o coração partido, mas a raiva a ferver. A minha casa, o meu casamento, tudo destruído, e a família dele culpava-me. Nesse momento, eu soube: o divórcio não era uma opção. Era uma necessidade. E o meu dinheiro, o que era meu por direito, eu iria recuperá-lo. Não importava o custo.
Quando o Amor Se Torna Veneno

Quando o Amor Se Torna Veneno

Moderno
5.0
O cheiro a desinfetante hospitalar ainda me sufocava, mas a dor no peito era bem pior. Tinha acabado de perder o nosso bebé, um sonho esmagado. Ao acordar, a minha sogra, Dona Isabel, olhou-me com frieza: "És nova, podes tentar outra vez." O Miguel? Não estava lá. Correra para socorrer a irmã, Clara, cujo carro avariou. Que ultraje! Eu vivia o inferno, ele lidava com um pneu furado. Em casa, as palavras vazias de Miguel eram ecoadas pela presença constante de Clara. Ela ligava, ele sussurrava ao telefone. A cada dia, ambas me humilhavam, questionando a minha dor, a minha vida. "Já pensaste voltar a trabalhar? Ficar em casa assim não te faz bem." Eu fervia, a mágoa e a raiva crescendo. Como podia ele ser tão indiferente à minha dor? Uma noite, ele saiu às pressas, esquecendo o telemóvel. Uma intuição gélida levou-me a abri-lo. As mensagens chocaram-me. Eram do Miguel. Para a Clara. "A Sofia está insuportável. Não sei quanto tempo mais aguento." "Maninho, paciência. Lembra-te do nosso plano", respondia ela. Plano? Que plano? Havia mais: a Clara tinha um namorado secreto. O Miguel era cúmplice. Fotos deles a rir, íntimas. Pareciam um casal. Uma traição emocional. Senti-me suja, ingénua. Mas o golpe final veio numa pequena caixa de veludo azul. Dentro: um anel de noivado. E um bilhete com a caligrafia de Miguel: "Para a minha C. Espero que digas sim. M." C de Clara. Iria ele pedir a própria irmã em casamento? O mundo desabou.