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Casamento de Desespero

Capítulo 2 

Palavras: 955    |    Lançado em: 02/07/2025

da casa dela. Ela chorava porque tinha caído de bicicleta e ralado o joelho. Eu, com meu pequeno kit de

se na época. "Eu vou ser médico

rimas e me abraçou. "Pa

rro quando eu tinha dezesseis anos, e a família Oliveira me acolheu. Eles me deram um teto, co

ar a confiança que os pais dela depositaram em mim. Quando passei no vestibular para medicina, a Sra. Oliveira chorou

a lanches durante as longas noites de estudo. Ela era a minha in

falar sobre status, sobre contatos, sobre a importância de "estar no topo". Eu, imerso nos livr

tão. Reclamava que minhas roupas eram simples demais. "Você precisa se vestir

izando, que o futuro era mais importa

alguns meses, quando recebi o prêmio de melhor residente do hospital. Eu estava tão feliz, tão

, que legal, querido. Parabéns. Agora, você pode me ajudar a fechar o zíper deste ve

troféu simbolizando anos de trabalho duro e dedicação à vida humana. Ela, obcecada

as em caixas de papelão, sem nenhum cuidado. Livros, roupas, fo

isso?" Sim, eu tinha. Qualquer coisa era melhor do que a humilhação de vi

ue eu tinha emoldurado com tanto orgulho, estava jogado em um canto, a moldura de madeira lascada

do uma proposta para chefiar um pequeno departamento em um hospital em outra cidade, um l

o que ela ficasse feliz por mim

gritou. "E a minha carreira? Meus contatos? Você quer

É uma ótima oportunidade para

rezo. "Você só pensa em você. Se vo

epois, a encontrei aos beijos com Lucas em uma festa, e ela nem fez questão de esconder. Ela me humilhou na frente de

Aquele foi o momento

stava sozinha, tomando uma cerveja, parecendo tão deslocada quanto eu. Começamos

ra e desespero, eu fiz a

dasse embora. Mas ela apenas me olhou

os os laços," eu disse. "Será um contrato. Apenas no papel. Te ajud

a surpresa,

a antiga vida, eu sabia que não era mais um ato d

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Casamento de Desespero
Casamento de Desespero
“Meus dedos tremiam ao assinar meu nome, Ricardo, no contrato que me uniria a uma completa desconhecida. Menos de 24 horas após conhecer Ana, uma militar de olhar firme, o funcionário do cartório nos declarava casados, um ato de desespero para me libertar de Sofia. A imagem de Sofia rindo, tratando-me como lixo ao lado de Lucas, ainda queimava. A humilhação de ser expulso da casa que um dia considerei minha, encontrando meus pertences jogados como lixo em um quarto de hóspedes. Mas o que me destruiu de vez foi ouvir a voz dela, minha noiva de infância, confessando sem remorso: "Ele foi útil, eu admito. Mas agora eu sou a Dra. Sofia Oliveira, e você é o herdeiro de uma grande empresa. Somos o casal perfeito. Ricardo era só uma escada." Cada palavra era uma facada, revelando que meu amor e lealdade não passavam de ferramentas para ela. Voltei para buscar minhas coisas e então vi: o porta-retratos quebrado da minha avó, a única lembrança preciosa que me restava. "Acidentes acontecem", disse a Sra. Oliveira, com desprezo. Eles não apenas me humilharam, mas também desrespeitaram a memória de quem mais me amou. A dor se transformou em fúria quando, ao tentar me demitir do hospital, Sofia e sua família armaram um espetáculo, me pintando como instável e louco, usando sua influência para me expulsar e arruinar minha carreira. Mas a reviravolta mais cruel veio quando descobri que a intromissão deles em minha vida culminou na morte de minha avó, que não pôde pedir ajuda a tempo. Todo amor, dedicação e sacrifício se desintegraram. A vida que construí se desfez em mentiras. Quem era eu agora? Um médico sem família, sem lar, desempregado e casado com uma estranha. A voz de Ana me ancorou na escuridão: "Case-se comigo." Esse ato de loucura se tornou a única chance de sobrevivência. Eu precisava cortar todos os laços e começar de novo, longe de tudo que me lembrava daquela traição. Com uma decisão fria e determinada, eu me virava para um futuro incerto, mas finalmente livre.”