icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon

Renascimento em Seus Braços

Capítulo 1 

Palavras: 1305    |    Lançado em: 03/07/2025

eso de oitenta anos em

o som monótono dos aparelhos que o mantinham

se resumia àquele espaço confinado e às memór

o lado de uma mulh

ia, a mulher com quem se casou por desespero, depois q

or mais de c

ugada e trêmula

tava ali, como

mesma gentileza de sempre. Ela o observava, e ele via

João", ela sussurrou,

seguiu move

ue ele escapou por um triz, mas cujo fantasma o assombrou por décadas.

cheia, o cheiro das flores, a humilhação públ

Pedro, seu p

dora. A vergonha, a raiva, o sentimento de ter s

não se tornar o assunto da cidade, ele se virou para a irmã mais nova de Ana

palavras, frias e desesperadas

as, mas com uma centelha de algo que

a, uma mãe amorosa para seus filhos. Ela era a paz que ele precisava, mas que ele, em sua

Um erro

trouxe de volta. "O médico dis

ela com a pouca for

u dizer, a voz um ruí

lágrimas. "Pelo quê, meu am

u deveria ter visto... desde o i

m sorriso tri

s e você me defendia de Pedro. Eu te amava em segred

a a facada final em seu coração arrependido. Todo o amor que ele procurou, toda a leald

çou a apitar mais rápid

to de Maria Clara

samento desesperado. "Se eu tivesse uma nova chance.

idão o

das, conversas altas, uma mús

os abriu

tava em um

no caro que parecia apertado demais. Ele olhou para as

cambaleando, e

os. Tinha vinte e cinco. Cabelos escuros, sem um ún

estava ac

Pedro, com seu sorriso presunçoso e olhar invejoso que J

perando. Você não vai querer deixar

e João Car

úcia. O dia

tava d

dia que definiu sua m

gunda

sua alma moribu

deveria ser de camaradagem, mas que João Ca

o zombou. "Não se preocupe, eu cuida

achando que era uma piada de mau gosto. Agora,

para Pedro com uma frieza que

erguntou Pedro,

ão de festas da casa estava cheio. Família, amigos,

r impaciente, quase cruel, que ele nunca tinha notado antes. Ela estava conversando animad

ndo po

u o de João Carlos, e el

!", ela disse, em um tom de brincadeira

imentos e as palmas. O salão ficou em si

u na fre

que o trairia. Uma vida de arrependimento se estendia

o dest

a se acalmar, mas para junt

dirigiu a

a sala, procurand

ples, quase se escondendo atrás dos outros convidados. Seus olhos estavam fixo

es a ver o homem que amava se c

ã

z, clara e firme, para

mento está

correu o salão. O sorri

hou direto, passando por ela como se ela não e

na frente de

com raiva dela por algum motivo. Seu

e ajo

e todos, João Carlos, o noivo, se

Eu sei que isso é repentino. Eu sei que eu fui um cego por toda a

eção de Ana Lúcia

me casar

Reclame seu bônus no App

Abrir
Renascimento em Seus Braços
Renascimento em Seus Braços
“Aos oitenta anos, no leito de um hospital estéril, João Carlos sentia o peso de uma vida inteira de arrependimentos. Uma vida ao lado de Ana Lúcia, a mulher que ele não amava, e que nunca o amou, enquanto o desprezo dela o corroía. Ele casou-se com ela por desespero, depois que sua verdadeira noiva, a própria Ana Lúcia, o abandonou no altar com seu irmão, Pedro, em uma humilhação pública que ecoou por décadas. A dor daquela traição e a farsa de sua "salvação" pelo casamento com Maria Clara, a irmã mais nova e silenciosa de Ana Lúcia, o assombravam. Maria Clara, sua esposa por cinquenta anos, sempre esteve lá, com seu amor silencioso e devoção inabalável, a paz que ele nunca soube valorizar, cego pela amargura. Em seu leito de morte, com Maria Clara ao seu lado, ele se deu conta do quão tolo fora, percebendo que ela era o amor que sempre buscou. "Se eu pudesse voltar... Eu escolheria você, Maria Clara." A escuridão o engoliu. Então, um barulho ensurdecedor. Abri os olhos e me vi em um quarto ricamente decorado. Eu tinha vinte e cinco anos novamente, e Pedro, meu irmão, estava na minha porta. "A noiva está esperando. Você não vai querer deixar Ana Lúcia esperando no altar, vai?" Eu estava de volta. No dia do meu casamento. O dia que definiu minha miséria e também minha salvação. Uma segunda chance me foi dada. Ana Lúcia estava linda em seu vestido, esperando por Pedro. E Maria Clara, no canto, escondida, chorando por mim. Não. Desta vez, não. "Este casamento está cancelado!" , declarei para toda a sala, chocada. Ignorei Ana Lúcia, ignorei todos. Fui direto até Maria Clara. Ajoelhei-me diante dela, no meio do salão, diante de todos. "Maria Clara, eu sei que isso é repentino" , disse, minha voz ressoando no silêncio mortal. "Eu não quero me casar com ela. Eu quero me casar com você."”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10