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O Lado Sombrio do Cuidado

Capítulo 1 

Palavras: 798    |    Lançado em: 03/07/2025

ente. Um silêncio pesado, denso, que nenhuma das minhas quatro colegas de quarto jamais seria capaz de produzir. Elas eram estudantes de moda, viviam num turbi

a ir a um jantar de comemoração. Lembro de pratos caros, conversas sobre marcas que eu não

A cena que encontrei p

ela, Bruna, com a cabeça pendida para trás, os olhos abertos e fixos no teto. No tapete, Carla e

has pernas não obedeciam. O pânico tomou conta de mim, um frio que subia pela espinha e gelava cada parte

tro lado da linha diss

pirando", gaguejei, a voz um fiapo. "Nosso ap

m à noite, elas estavam rindo. Rindo de mim. Diana tinha derramado vinho "acidentalmente" no

ncio delas er

stana. Logo, dois policiais uniformizados estavam na minha porta. E

Foi você q

, incapaz de f

ssão que não revelava nada. O outro, mais velho, veio até mim. Seu

penas nos diga

apartamento. Lembro da cabeça doendo, da humilhação queimando no meu peit

a delas", comecei, a voz trêmula. "Voltamo

a. Quatro garotas mortas, e uma de

vra, como se ela tivesse um g

do, rindo alto. Diana me ignorando completamente quando tentei falar com ela. E Carla... Carla estava quieta, como sempre

i. "Estava

elas? As memórias da noite eram fragmentadas, confusas. Eu me sentia culpada por estar de pé, por respirar o mesmo a

não fosse um sonho. Eu estava no meu quarto, no escuro, e ouvi

... aj

a imagem. Era só um pesadelo, o

nspetor Ricardo perguntou, sua voz me puxando

confusão crescendo. "Acho que era por volta

comprimido e acordar com o silêncio mortal. O que aconteceu naquele intervalo? O que eu fiz? A dúvida começou a se instala

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O Lado Sombrio do Cuidado
O Lado Sombrio do Cuidado
“O cheiro de café requentado e perfume barato nunca me incomodou, mas naquela manhã, o silêncio era tão pesado que sufocava. Minhas quatro colegas de quarto – Ana, Bruna, Carla e Diana, as garotas da moda que viviam de risadas e me ridicularizavam – jaziam imóveis na sala, pálidas, com lábios azulados. O pânico me dominou, e me vi discando o número da emergência, sentindo o frio subir pela espinha enquanto gaguejava as palavras. Fui a única de pé, sem um arranhão, e a polícia, liderada pelo incrédulo Inspetor Ricardo, imediatamente me transformou na principal suspeita. Minhas memórias fragmentadas da noite anterior, o bilhete em minha caligrafia que eu não lembro de ter escrito, a gravação de Carla pedindo minha ajuda... tudo se virava contra mim. Mas a coisa mais estranha de tudo foi quando Ricardo me disse: "Ana já estava morta quando vocês saíram para o jantar de formatura." Como poderia ser? Eu a vi, eu falei com ela! Minha realidade começou a desmoronar. Ainda mais perturbador foi uma mensagem enigmática em meu celular: "Eles não podiam mais te machucar. Agora estamos seguras." A psicóloga Dra. Helena então revelou a assustadora verdade: eu tinha Transtorno Dissociativo de Identidade, e a "outra Sofia" – minha protetora – havia silenciado as vozes que me atormentavam por anos. A câmera escondida na sala confirmou: fui eu, ou uma parte de mim, quem as envenenou, observando friamente enquanto morriam. Agora, confinada em uma instituição psiquiátrica, vivo com um medo constante: se a "outra Sofia" eliminou todas as fontes de dor externa, o que acontecerá quando minha própria angústia interna se tornar insuportável e ela precisar me silenciar também?”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10