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Laura: Renascida das Cinzas

Capítulo 1 

Palavras: 720    |    Lançado em: 03/07/2025

nco anos. Fazia cinco anos que eu não pegava em um pincel de verdade, cinco anos que troquei min

de mármore ecoou pela casa vazia, ele tirou os sapatos caros, um suspiro

estou

nas um ruído de fundo, eu estava na cozinha, finalizando o jant

disse, sem me virar. "O j

nsando no meu ombro, o cheiro do seu perf

dia infernal. Mas fechei o contrato

o é incrível, meu amor. Eu

que eu repetia para mim mesma no espelho todas as manhãs, uma

s noites solitárias, a verdade estava guardada em uma peque

eus olhos brilhando com uma ambição que eu conhecia bem. "Significa

Os sonhos eram dele, eu

nte, tocando seu rosto. "E

do, eu me levantei e fui até a varanda, o ar frio da noite

tinta e terebintina era a minha realidade, não a dele, Marcos era apenas um arq

ssor, recém-saída da faculdade de Belas

papéis de mais uma rejeição espalhados pela nossa pequena mesa de jantar. "Preciso

lar da minha avó, uma peça única, um camafeu de safira esculpido à mão,

nheiro," eu disse a el

istura de pena e ganância, ele sabia que eu estava desesperada

a Marcos, ele chorou, ele

cada grama de ouro, cada pedaço daquela safira. Um dia,

a maquete que lhe rendeu seu primeiro investidor

ua assistente, sua gerente de projetos, sua parceira silenciosa, e a pintora dentro de mim foi

te abaixo, as luzes dos prédios

a promessa dele, a jura que ele fez, se t

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Laura: Renascida das Cinzas
Laura: Renascida das Cinzas
“O cheiro de tinta a óleo agora era só uma lembrança distante, afinal, fazia cinco anos que eu, Laura, a pintora promissora, trocara meus pincéis pela sombra do sucesso de Marcos, meu então namorado. Ele, um arquiteto ambicioso, retornava sempre tarde para nossa mansão, sua voz, antes melodia, agora apenas um ruído de fundo na minha cozinha, onde eu preparava jantares que ele mal notava. Naquela noite, meu mundo virou de cabeça para baixo quando vi o camafeu de safira da minha avó, minha única herança de valor, não no meu peito, mas pendurado no pescoço de Clara, a "amiga" órfã que ele acolhera em nossa casa. Marcos admitiu ter recomprado e dado o colar a ela, alegando que Clara, em sua fragilidade, o lembrava de mim em nossos tempos difíceis, e que por ela, ele conseguia fazer o que não fez por mim no passado. A dor e a humilhação me dilaceraram quando ele, ao ver meu tornozelo quebrado por um tombo "acidental" causado por Clara, se preocupou mais com o bolo de quinhentos reais do que comigo, e me levou a um pronto-socorro barato, reclamando do custo da bota ortopédica, tudo isso enquanto gastava uma fortuna em joias para ela. Eu não era mais sua parceira, eu era seu alicerce, enterrada, esquecida e substituída, e a cruel verdade me atingiu: para ele, eu não tinha valor algum. Mas aquela noite, enquanto Marcos e Clara riam e tramavam minha remoção, uma decisão se formou em mim, fria e dura como um diamante: ele não me reconhecia mais? Bom. Porque eu também não me reconhecia, e estava na hora de encontrar a mulher que ele e Clara haviam tentado enterrar.”
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