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O Consolo Que Virou Rainha

Capítulo 1 

Palavras: 832    |    Lançado em: 03/07/2025

stas da janela do nosso apartamento. Hugo Gordon, o meu

va um nome,

iett

o um suspiro, cheio de uma saud

do de bater. Conhecíamos-nos há anos, a nossa relação era a inveja de todos

eu telemóvel estava acesa. Ele tinha-o deixado em cima da m

tografias de Juliette Lawrence, a sua ex-namorada da universidade. Fotos dela a sorrir, a

Todos os jantares, todas as viagens,

a chamada de um amigo, Ricardo. Atendi insti

Vais mesmo gastar essa for

cardo soava

mim. "Sim, vou comprar. É a única forma de a ter de volta. Nunca amei a Liza, sab

con

nha cabeça. Não era a

u o Ricardo. "Ela é uma b

me quando a empresa da minha família quase faliu. Agora que sou bem-sucedido, quero

as mãos tremiam tanto que qu

meu amor, a minha dedicação.

na, a minha melhor amiga. Ele era charmoso, bem-sucedido, o arquiteto que todos admiravam. Eu era apenas uma designer

abandonado num momento difícil, que era uma história do passado. Eu a

ingé

mais influente, e agora, a socialite materialista estava de volta, pronta para

escer dentro de mim. Acabou

a. Tirei as nossas fotos das molduras, uma a uma. Rasguei-as ao meio. Joguei no

óvel tocou.

bem? Parece

sse eu, a minha voz firme, sem

os olhos. "Liza? O que estás a f

que eu pensava amar. A

disse eu,

a hora?", ele parecia c

para o ecrã e o seu rosto iluminou-se. "É a

dendo a chamada com uma voz

a e saí pela porta, fechando-a a

encontrávamos sempre. Ela estava páli

posso fazer isto. Não poss

cordo de casamento antigo entre a família dela e os Gordon

m que ficou desfigurado num acidente, que vive

nada por um colega da universid

ca, desesperada, formou-se na minh

rrompi-a. "Eu

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O Consolo Que Virou Rainha
O Consolo Que Virou Rainha
“A noite em Lisboa era fria, mas o verdadeiro arrepio veio de uma voz sussurrada ao meu lado. "Juliette..." O nome, proferido pelo meu namorado Hugo, saiu com uma saudade que nunca me dedicara. Deitada, imóvel, o meu coração parou de bater. A nossa relação, tão invejada por todos, desmoronou-se. Na sala, a luz do telemóvel dele chamava-me. Uma curiosidade terrível apoderou-se de mim. A galeria estava cheia de dezenas de fotos de Juliette Lawrence, a sua ex-namorada. Ele tinha-as guardado todo este tempo. O meu corpo arrefeceu. Todos os "amo-te", todas as viagens, pareceram uma farsa podre. O telemóvel vibrou, era Ricardo. instinctively atendi. "Hugo? Vais mesmo gastar essa fortuna no quadro da Juliette?" Ouvi a voz sonolenta do Hugo: "Sim, vou comprar. É a única forma de a ter de volta. Nunca amei a Liza, sabes disso. Ela é só... um consolo. Um porto seguro enquanto espero pela Juliette." Um consolo. Um arranjo. A minha vida, o meu amor, reduzidos a isso. Ele nem sequer olhou na minha direção quando saí pela porta, após a sua Juliette ligar. Humilhada, partida, sem saber para onde ir. Até que Fiona, a minha melhor amiga, veio com um pedido desesperado. "Preciso de fugir do meu casamento arranjado com Darryl Gordon." E foi aí que a ideia louca se formou na minha mente, uma única hipótese de recomeço. Uma saída, custasse o que custasse. "Eu caso com ele."”