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O Consolo Que Virou Rainha

Capítulo 4 

Palavras: 579    |    Lançado em: 03/07/2025

eu apartamento. Trazia um ramo de f

noite. A Juliette estava mui

o falava, os seus olhos vagueavam pelo

voz monótona. Eu já não sentia nada. Ne

omplicado com a Juliette. Eu ouvia-o, mas as suas palavras eram apenas ruído de fundo. Eu

va-me com o meu tornozelo inchado. Era uma performance. Ele estava a representar o papel do ho

me tocava. Era como ver um filme bem ensaiado. O m

s, ele chegou a

ma festa este fim de semana na nossa casa de campo. Va

nte. A família dele

? Porquê?"

do leilão", disse ele, ev

quase como um aparte: "A Juliette também vai. Quero que vo

ele. Uma oportunidade de ter as duas

va-me a bochecha para toda a gente ver, mas os seus olhos estavam s

a forma de provocar ciúmes na J

aproximou-se de mim, um

tão feliz por ver o H

lou de ti na outra noite, sabes? Depois do leilão. Disse que és confortáve

vo. Mas em vez de dor, se

pela primeira vez, vi-a como ela realmente era: insegura, manip

disse eu, a minha voz calm

o Hugo. Precisava de criar uma distra

. "Tenho um anúncio a fazer. Eu e o Darryl

na cara do Hugo. Queria ver a sua reação. Queria que ele sentisse

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O Consolo Que Virou Rainha
O Consolo Que Virou Rainha
“A noite em Lisboa era fria, mas o verdadeiro arrepio veio de uma voz sussurrada ao meu lado. "Juliette..." O nome, proferido pelo meu namorado Hugo, saiu com uma saudade que nunca me dedicara. Deitada, imóvel, o meu coração parou de bater. A nossa relação, tão invejada por todos, desmoronou-se. Na sala, a luz do telemóvel dele chamava-me. Uma curiosidade terrível apoderou-se de mim. A galeria estava cheia de dezenas de fotos de Juliette Lawrence, a sua ex-namorada. Ele tinha-as guardado todo este tempo. O meu corpo arrefeceu. Todos os "amo-te", todas as viagens, pareceram uma farsa podre. O telemóvel vibrou, era Ricardo. instinctively atendi. "Hugo? Vais mesmo gastar essa fortuna no quadro da Juliette?" Ouvi a voz sonolenta do Hugo: "Sim, vou comprar. É a única forma de a ter de volta. Nunca amei a Liza, sabes disso. Ela é só... um consolo. Um porto seguro enquanto espero pela Juliette." Um consolo. Um arranjo. A minha vida, o meu amor, reduzidos a isso. Ele nem sequer olhou na minha direção quando saí pela porta, após a sua Juliette ligar. Humilhada, partida, sem saber para onde ir. Até que Fiona, a minha melhor amiga, veio com um pedido desesperado. "Preciso de fugir do meu casamento arranjado com Darryl Gordon." E foi aí que a ideia louca se formou na minha mente, uma única hipótese de recomeço. Uma saída, custasse o que custasse. "Eu caso com ele."”