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Adeus, Velho Sofrimento

Capítulo 4 

Palavras: 584    |    Lançado em: 04/07/2025

vida passada vo

e como, naquela épo

sou de tudo: chantagem emocional,

ela entenderia. Que era um pequ

e de luto, acab

sorriso vitorioso, enquanto João a aplaudia da

se sentiu a mulher

o dest

o o ar tenso do quarto. "A vaga é minha

e contorceu em um

Ele estava acostumado a cons

? Você é minha esposa! Seu dever é

me anular? Significa entregar

ocou. A Maria que ele con

a sua frente er

culando descontroladamente. "Isso não é sob

a. Use o seu dinh

tá sendo tão egoísta! Depois

tal? Me traiu por trinta anos? Me pediu para sacrifi

a uma facada na

as, o peito subindo

sprezo, como se el

ga, Maria. Fria. Não é à toa qu

uel, uma tentativa de c

haves do carro na cômoda

isso. Eu vou para um lugar onde so

o com uma força que fez os

rente bater com ainda mais violência, seg

icou em

ncio ab

hido na cama e chorado por horas. T

a sentiu

. A máscara dele tin

inda sentindo uma pontada

já tinha sumi

ra onde ele

a vez, ela não

por sua atenção. Não ia m

abado, porque ela tin

pegou a passagem de ônibus

e Jan

nova

ma coisa a fazer

a de "trabalha

iro. Não pelo

r prin

ela nunca mais abriria mão

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Adeus, Velho Sofrimento
Adeus, Velho Sofrimento
“Quatro anos após a morte de João, fui ao cemitério, como fazia todo ano. Mas a lápide com o nome do meu marido simplesmente tinha sumido. Um coveiro, com um olhar de pena, revelou: "A família pediu pra mover. Ele tá enterrado com a outra lá." A outra. Ana, a enfermeira com quem ele teve um caso por trinta anos. Meu filho, Pedro, que eu pensava me apoiar, confirmou: "O pai amava a Ana. Ele disse na carta que se sentiu forçado a casar com você. Que o verdadeiro amor da vida dele era ela." Trinta anos de casamento, uma farsa. Eu era uma obrigação, não uma esposa. A dor foi tão avassaladora que perdi a consciência. Quando abri os olhos, a dor familiar no meu ventre e o quarto do hospital me disseram que eu estava vinte anos no passado. Era o dia do meu aborto espontâneo, o dia em que João me abandonou, sangrando e despedaçada, para consolar a amante. Desta vez, quando João veio com sua falsa preocupação, não houve lágrimas. Não haveria súplicas. Eu tinha uma segunda chance. Não para reconquistá-lo, mas para me libertar dele. Peguei o telefone, não para reclamar, mas para comprar uma passagem de ida para o Rio de Janeiro. Eu recusei o presente dele, rejeitei sua chantagem sobre o prêmio de "trabalhadora exemplar" para Ana, e encarei a verdade sobre a minha vida. João, para me destruir, usou minha maior vergonha, o segredo da minha infância brutalmente exposto. Mas ele não me quebrou. Levantei a cabeça, olhei para todos na sala e disse: "Eu me demito. E a partir deste momento, eu renuncio a qualquer laço, qualquer conexão, com João Alves. Para mim, ele não existe mais." Eu estava livre.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10