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A Farsa do Meu Noivo Morto

Capítulo 4 

Palavras: 714    |    Lançado em: 04/07/2025

dar de mim nos dias s

a. Trazia livros e revistas para me distrair. Sentava-se comigo, às vezes convers

era calmo e constante. Onde Pedro fazia grandes declarações de amor, Lucas

a uma maçã para mim com uma concentr

ue você está fa

pela primeira vez, vi algo além de preocupação em seu olhar. Vi uma

sempre te amei. Desde que éramos adolescentes. Mas você escolheu

stória antiga, algo que eu nunca tinha percebido, c

o se uma represa t

trás, eu fui o homem mais feliz do mundo. Mas sua mãe se opôs, disse que você era

u descartei como uma ideia antiquada. Minha mãe, sempre defendendo minha independência, lutou con

ndo amarga em sua boca, "tudo o que eu queria era te proteger. Cu

coração, que eu pensei estar congelad

ão seria apenas sobre punir Pedro. Seria sobre construir a

ando uma força que eu não sentia

ã cair. Seus olhos se

ê não está bem, vo

. "Eu quero recomeçar. Com você. Se a sua oferta de amor ai

alquer sinal de hesitação, de m

ou por seu rosto, transfor

rrou. "Sim, Júli

te estourada por uma comoção no corredor. Gritos, passos

o! Emergência

ado se abriu com violê

orrendo ao lado da maca. E deitada nel

ada, o cabelo despenteado. Ele gritava com as enferm

sa! Salvem ela! S

o fi

ra estava

meu lado. Meu coração não sentiu um pingo de dor, ne

agora desesperado com a possibilidade de perdê-la. Obse

ti de

lco. Mas o show estava prestes a termi

olhava para Pedro com uma

ow de verdade", eu diss

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A Farsa do Meu Noivo Morto
A Farsa do Meu Noivo Morto
“O telefone tocou no meio da noite, e a voz trêmula da avó de Pedro anunciou a tragédia: um acidente de carro, "não resistiu". Meu mundo desabou. Pedro, meu noivo, o homem com quem eu planejava a vida, estava morto. Os dias se arrastaram em um borrão de luto, o apartamento antes cheio de sonhos, agora um mausoléu de lembranças dolorosas. Cada canto gritava a ausência dele, e a dor me consumia, quase me levando à morte. Lucas, seu primo, foi meu porto seguro, a única rocha em meu oceano de desespero, cuidando de mim com uma devoção que eu não compreendia totalmente. Até que um dia, uma enxaqueca me levou a uma clínica chique, e ali, sorrindo e abraçado a outra mulher, estava Pedro. Meu coração congelou. Aquela risada, aquela postura, aquele jeito de inclinar a cabeça – não podia ser. Ele, o homem por quem eu havia chorado cada lágrima, estava vivo. E com outra! A recepcionista confirmou: "Sr. Alves, acompanhando a esposa, Sra. Clara Alves." Alves? Não era o sobrenome dele. A semente da dúvida havia sido plantada, virando minha dor em uma suspeita gélida. Vasculhei suas coisas, e em um diário escondido, encontrei a verdade nauseante: Clara, sua obsessão secreta, a quem ele amou à distância. A peça final se encaixou com um panfleto da "Clínica de Cirurgia Estética e Reconstrutiva Dr. Monteiro". Pedro não estava morto. Ele forjou a própria morte, mudou sua aparência, tudo para viver com outra mulher. Meu luto, minha quase morte, tudo tinha sido uma farsa cruel. A tristeza deu lugar a uma raiva fria e cortante. O amor virou desprezo. Ele não estava morto, mas para mim, morreria agora. E eu faria com que ele se arrependesse de ter me transformado em uma tola. A vingança seria um prato frio, e eu estava disposta a esperar.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10