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Cem Dias Para Mudar o Destino

Capítulo 2 

Palavras: 842    |    Lançado em: 04/07/2025

em cem

o papel no cartório, um instante antes de eu escrever minha recusa. A mesma voz q

l. "Se você tiver sucesso, a linha do tempo será reescrita, e a tragédia dele será evitada, mas se você f

eria consertar uma década de erros e

eu armário, um caderno simples onde ele desabafava a sua dor. As páginas estavam cheias de

com Ana Clara, o amor da sua vida. Ele a amava desde a faculdade, mas a

m emprego que meu pai arranjou para ele. O sonho dele era ser arquiteto, dese

pido com seus pais, que nunca aprovaram nosso casam

a ter me conhecido. Essa frase, escrita com a caligrafia tremida

te dele foi o resultado direto da vida que eu o forcei a viver. O acidente de

dias para dar a ele

asamento. Mas a certidão de casamento, que eu deveria ter rasgado, ainda estava na minha bolsa. Quando a peguei, vi que minha recusa tinha sumido, e no lugar, estav

ssas famílias, nós ainda estávamos casados. A t

o já estava lá, andando de um lado p

ele explodiu assim que eu entrei. "Você humilh

encontrar o homem que eu amei por trás daque

e dizer que foi um mal-entendid

nha voz calma. "O ca

ntando decifrar os meus. Ele viu algo difer

Perto dali, casais saíam de mãos dadas de um restaurante, rindo. Eles planejavam futuros, enquanto eu tentava consertar um passado qu

samentos quando ele apareceu

" ele disse, a voz mais suave. "Mas

ncei a

não pod

amos em silêncio por um temp

z que a gente disse que iria ver a chuva de meteoros no ob

dos meus maiores desejos na vida passada, um que nunca se realiz

perança? Eu não sabia. Mas era uma opor

a ele pela primeira vez com um pi

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Cem Dias Para Mudar o Destino
Cem Dias Para Mudar o Destino
“"Ana, acorda, a gente vai se atrasar." A voz fria de João Pedro me tirou de um pesadelo, só para me jogar em outro: o dia do nosso casamento, dez anos atrás. Eu havia voltado no tempo. Em minha vida passada, João morreu salvando minha vida em nosso décimo aniversário de casamento, um acidente que era, para ele, uma libertação. Ele morreu infeliz, preso a mim por uma promessa feita ao meu pai, e não por amor, pois seu coração pertencia a outra mulher, Ana Clara. A pontada aguda de arrependimento em meu peito era real: eu o sufoquei com meu amor egoísta. Desta vez, eu não ia assinar aquele papel. "Eu não vou me casar com você," eu disse, para o choque dele e de meus pais. Parecia que eu estava enlouquecendo, mas eu tinha uma segunda chance, um limite de cem dias para realizar todos os desejos não cumpridos de João, aqueles que eu descobri em seu diário oculto após sua morte. Porém, o destino não se dobrava tão facilmente. No cartório, minha recusa escrita sumiu, substituída por minha assinatura perfeita. A voz etérea que me concedeu essa segunda chance ecoou: "O destino não pode ser mudado tão facilmente, você deve desfazer os nós, não apenas cortá-los." Ainda estávamos casados, ao menos legalmente. O primeiro dos desejos de João era ficar com Ana Clara, sua grande paixão. Então Lúcia, a Ana Clara desta linha do tempo, ligou: "Eu... eu sofri um acidente de carro. Estou no Hospital Santa Maria." João não hesitou, correu para ela, me deixando para trás mais uma vez. Ao tentar explicar o ocorrido em casa, a desculpa fraca de uma emergência familiar se esvaiu quando soube do que me acusavam no hospital. "O carro dela foi sabotado! E a polícia disse que a última pessoa que ligou para ela, ameaçando-a, foi você!" João gritou, minha suposta ameaça o deixava cego. Eu, a vilã? Meu desespero crescia. No hospital, João me tratou como um objeto, um mero reservatório de sangue raro para Lúcia. "Tirem o quanto for necessário!" ele ordenou, e eu, exausta e invisível, permiti, me sacrificando ao limite da vida. Mais tarde, ele ainda me acusou, esfaqueando-me com uma ingratidão que me fez desistir. "Significa que eu cansei, João. Acabou," eu declarei, cortando os laços. Minha missão agora era libertá-lo de mim, mesmo que isso ferisse a mim e aos meus pais. "Eu vou estudar no exterior, vou fazer aquele mestrado em artes que eu sempre quis," anunciei, uma mentira com fundo de verdade para quebrar as correntes. Para convencer meus pais a libertá-lo da promessa, inventei um pesadelo premonitório. "No sonho... ele... ele morria em um acidente de carro, porque se sentia preso a mim," eu gaguejei, as lágrimas genuínas. Eles hesitaram, mas o medo de uma tragédia os fez ceder. Quando João voltou, ouviu seu mundo desabar. Uma gravação de Lúcia revelou sua verdadeira natureza vil, zombando dele e de mim. A ironia era esmagadora: ele havia pisoteado o verdadeiro amor que eu lhe dei por uma miragem. Pela primeira vez, vi seu rosto pálido e chocado de vergonha. Ana estava viva, mas longe. Dez anos depois, eu era uma curadora de arte em Paris, e ele um arquiteto de sucesso. Nesse reencontro, sob o céu estrelado, ele pediu: "Eu posso... eu posso ser seu irmão?" Eu, a antiga Ana que um dia implorou pelo amor dele, aceitei. "Irmão. Eu aceito." E assim, em vez de se odiarem, eles foram curados.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 1517 Capítulo 1618 Capítulo 1719 Capítulo 1820 Capítulo 1921 Capítulo 2022 Capítulo 2123 Capítulo 2224 Capítulo 23