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Um Coração Que Não Lembra

Capítulo 1 

Palavras: 778    |    Lançado em: 04/07/2025

e que o avião que levava Pedro, meu noivo, desapareceu dos radares. Promissor jogador de futebol, o amor da minha vida, o homem com q

ho

rdo, amigo de infância nosso, colega de time de Pedro. Sua voz e

creditar. É o Pedro. Eu

minha mão, manchando a tela em branco com uma gota de tinta vermelha. Por um mo

ardo, onde

ômetros daqui. Eu estava de férias, o vi por acaso. El

uma viagem que misturava uma esperança avassaladora e um medo paralisante. E se não fosse ele? E se fosse, por qu

r ruas de pedra, em direção a um bar de praia rústico, com música suave e o som das o

ão, e

o contorno dos ombros, o cabelo escuro, a forma como ele inclinava a cabeça.

gritar seu nome, para me jogar em seus b

inente, denunciando uma gravidez avançada. Ela se sentou ao lado dele, e Pedro se virou, envolven

rtiu ao meio. E eu ouvi sua voz, a voz que assombrava

emos ao nosso filho

iquei parada, a poucos metros de distância, invisível para ele. O homem que eu amava, o meu

respirava parecia vidro moído em meus pulmões. Tentei me consolar, dizer a mim mesma que devia haver uma explicação, uma raz

sempre. Ele me pediu em casamento no nosso aniversário de dez anos de namoro, com um anel simples e uma promessa de eternidade

ela viagem fatídica. A festa seria depois, quando ele volta

e sobreviventes. Eu desmaiei quando recebi a confirmação. Meu corpo, já frágil, sucumbiu. Fui diagnosticada com

s de mim, vivo e apaixonado por outra. O mundo que desabou três anos atrás,

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Um Coração Que Não Lembra
Um Coração Que Não Lembra
“Três anos. Foi o tempo que levei para contar os dias no meu calendário sem fim desde que Pedro, meu noivo e prometedor jogador de futebol, desapareceu. Todos o deram como morto, mas eu me recusei a acreditar, definhando na dor da sua ausência. Até que o telefone tocou, estridente na quietude do meu ateliê, e a voz ofegante de Ricardo, nosso amigo de infância, me congelou o sangue: "Sofia, você não vai acreditar. É o Pedro. Eu o vi. Ele está vivo." A coragem para ir até o fim do mundo para encontrá-lo me consumia. Mas na hora de abraçá-lo e acabar com três anos de pesadelos, outro pesadelo ainda pior começou. Vi uma mulher se aproximar, linda e grávida, e o sorriso dele para ela desmantelou meu mundo: "Amor, que nome daremos ao nosso filho quando ele nascer?" Ele me chamou de "senhora" . Ele não lembrava de mim. Meu coração se partiu em um milhão de pedaços. Aquele não era o meu Pedro. Como ele pôde me esquecer? Como a vida que construímos juntos podia ter sido apagada por uma única batida na cabeça? A dor da sua indiferença era mil vezes pior do que a da sua morte. Eu estava morrendo, e ele, meu 'João' , sequer percebia. Ele queria o divórcio. Eu tinha quinze dias para me despedir. Eu ia morrer, mas morreria como Sofia Sampaio Alencar, a esposa dele. No fim, meu destino se cumpriu. Eu o trouxe de volta para sua família, para sua nova vida, e escolhi morrer. Mas a morte não separa aqueles que o destino escolheu para estarem juntos, mesmo que ele esqueça.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 15