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Um Coração Que Não Lembra

Capítulo 2 

Palavras: 615    |    Lançado em: 04/07/2025

va a minha desgraça. Pedro sorriu de volta, um sorriso

bia que tinha, dei um passo à fr

Talvez não seja

r. Eu precisava saber. Pr

edr

sussurro rouco, quase i

lou. Eu procurei em seu rosto qualquer sinal de reconhecimento, qualquer faísc

avia

de leve irritação. A mulher ao seu lado, Isabela, percebeu a

em é você? Nós

colocou a mão no ombro dela, um gesto d

m?" , perguntei, olhando diretamen

am como se eu fosse uma completa estranha. Havia uma frieza ali

ocê me confundiu com outra pessoa" ,

m mais um milhão de pedaços. Aquele não era o meu Pedro. O

ela, e um brilho de preocupação surgiu. "V

ilho. A realidade se abateu sobre mim com um peso insuportável. Durante os três anos em que eu o chorei, em

om quem você se casou!" , era avassaladora. Mas o que adiantaria? O homem à minha

ximou, me segur

fia. Vamos

u tinha imaginado nosso reencontro tantas vezes. Nos meus sonhos, ele me via, chorava, me abraç

a mim mesma do que para Ricard

cabelo um pouco mais comprido, mas era ele. Era a mesma pinta ao lado do olho esquerdo, a mesma cicatriz fina na sobranc

e apenas alguém incrivelmente parecido? Seria mais fácil aceitar isso do que aceitar que el

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Um Coração Que Não Lembra
Um Coração Que Não Lembra
“Três anos. Foi o tempo que levei para contar os dias no meu calendário sem fim desde que Pedro, meu noivo e prometedor jogador de futebol, desapareceu. Todos o deram como morto, mas eu me recusei a acreditar, definhando na dor da sua ausência. Até que o telefone tocou, estridente na quietude do meu ateliê, e a voz ofegante de Ricardo, nosso amigo de infância, me congelou o sangue: "Sofia, você não vai acreditar. É o Pedro. Eu o vi. Ele está vivo." A coragem para ir até o fim do mundo para encontrá-lo me consumia. Mas na hora de abraçá-lo e acabar com três anos de pesadelos, outro pesadelo ainda pior começou. Vi uma mulher se aproximar, linda e grávida, e o sorriso dele para ela desmantelou meu mundo: "Amor, que nome daremos ao nosso filho quando ele nascer?" Ele me chamou de "senhora" . Ele não lembrava de mim. Meu coração se partiu em um milhão de pedaços. Aquele não era o meu Pedro. Como ele pôde me esquecer? Como a vida que construímos juntos podia ter sido apagada por uma única batida na cabeça? A dor da sua indiferença era mil vezes pior do que a da sua morte. Eu estava morrendo, e ele, meu 'João' , sequer percebia. Ele queria o divórcio. Eu tinha quinze dias para me despedir. Eu ia morrer, mas morreria como Sofia Sampaio Alencar, a esposa dele. No fim, meu destino se cumpriu. Eu o trouxe de volta para sua família, para sua nova vida, e escolhi morrer. Mas a morte não separa aqueles que o destino escolheu para estarem juntos, mesmo que ele esqueça.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 1012 Capítulo 1113 Capítulo 1214 Capítulo 1315 Capítulo 1416 Capítulo 15