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Princesa do Inferno Urbano

Capítulo 3 

Palavras: 499    |    Lançado em: 04/07/2025

ente fazer com que eles entendessem a gravidade da situaçã

r é tão perigoso? Por que ninguém mexe com a gangue que manda aqui? Porque eles são cruéis. E Rato, o ho

o, mas Pedro rapidamente a diss

ocê acha que a gente é burro? Está tent

e Ana descobrirem que vocês me venderam para um dos subordinados deles como se eu fosse um pedaç

foram interpretadas como um blefe desesperado. Para eles, eu era apenas a filha

pelos cabelos, batendo minha cabeça contra a parede de tijolos. A do

u, o rosto contorcido de raiva. "Depois de tudo q

gui dizer, o gosto de poeira

eu não conseguia compreender. "Você devia ter morrido

um celular. O celular de João. Ele me soltou, e eu caí no chão, tonta e o

e. O R

o fazer sua voz soar

rcadoria está aqui, como

lado me envolveu. Era agora ou nunca. Se Rato soubesse que era eu, ele

ndo a dor latejante na minha cabeça. Minha mão se esticou em

rasgada e cheia de desespero

ltima tentativa desesperada de me salva

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Princesa do Inferno Urbano
Princesa do Inferno Urbano
“Minha vida era uma tela em branco, pintada com a solitude das ruas e a arte que escorria dos meus dedos. Então, eles surgiram: Maria e João, meus pais biológicos, e Pedro, meu irmão, com promessas de amor e redenção que pareciam curar o buraco em meu peito. Mas a estrada que nos levava a essa tal "surpresa" parecia estranhamente familiar, cheia do cheiro sufocante de esgoto e da sombra dos grafites que eu conhecia tão bem. O carro parou na entrada da favela que assombrava meus pesadelos, e o sorriso de Maria se desfez, revelando a verdade fria: "É aqui que você vai ficar, Sofia. É o seu lugar." Fui arrastada para fora, e entre o pânico e as lágrimas, vi a marca: duas cobras entrelaçadas, o símbolo deles, de Carlos e Ana, meus pais adotivos, chefes da gangue de tráfico de órgãos. Eles não me resgataram: eles me venderam de volta para o inferno, para as mãos que me chamavam de "princesa" enquanto comandavam um império de sangue. Tentei avisar, implorei, mas minhas palavras foram recebidas com tapas e risadas, enquanto negociavam meu preço como se eu fosse um pedaço de carne. Eles me desfiguraram, cortaram meu cabelo, me deram uma identidade falsa para que ninguém pudesse me reconhecer, nem mesmo Rato, o homem que um dia tremeu ao meu olhar. Quando Ana, minha mãe adotiva, finalmente me viu, meu rosto machucado e meu nome apagado me transformaram em uma estranha aos olhos dela. Mas quando Ana a encontrou, a fúria em seus olhos revelou a verdade por trás do "acidente". Naquele momento, enquanto as sombras se fechavam, a vingança acendeu uma chama fria em meu peito: eu não gritaria por socorro; eu seria a isca para arrastá-los para o abismo comigo.”
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