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Princesa do Inferno Urbano

Capítulo 4 

Palavras: 461    |    Lançado em: 04/07/2025

ele atingiu meu rosto com uma força brutal. O impacto foi surdo e úmido. Senti meus dentes se chocarem, e um gost

u, o pé ainda pressionando minh

é nada! É só... a garota, ela é um pouco arisca. Está dando

pelo telefone, soou desconfiada. "Que grito

o em sua testa. "Ela só está com medo. Mas é

o com ainda mais força contra o chão. A terra e pequenas pedras arranhavam minha pele, e

nte, lágrimas se misturando com o

cadoria problemática. Se ela vai me dar dor de cabeça, o negócio está desfe

s forte. No meu peito, em meio à dor e ao desespero, uma pequena chama de esperança se ace

oncordou. "Certo, cer

u rosto, e Maria me puxou pelos cabelos, forçando-me a encarar a pequena tel

ada e mal iluminada. Ele franziu a testa, os

decepção. "A cara dela está toda arrebentada. Eu pedi uma g

ação de

me rec

a não era a "princesa" Sofia. Era apenas mais uma vítima anônima,

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Princesa do Inferno Urbano
“Minha vida era uma tela em branco, pintada com a solitude das ruas e a arte que escorria dos meus dedos. Então, eles surgiram: Maria e João, meus pais biológicos, e Pedro, meu irmão, com promessas de amor e redenção que pareciam curar o buraco em meu peito. Mas a estrada que nos levava a essa tal "surpresa" parecia estranhamente familiar, cheia do cheiro sufocante de esgoto e da sombra dos grafites que eu conhecia tão bem. O carro parou na entrada da favela que assombrava meus pesadelos, e o sorriso de Maria se desfez, revelando a verdade fria: "É aqui que você vai ficar, Sofia. É o seu lugar." Fui arrastada para fora, e entre o pânico e as lágrimas, vi a marca: duas cobras entrelaçadas, o símbolo deles, de Carlos e Ana, meus pais adotivos, chefes da gangue de tráfico de órgãos. Eles não me resgataram: eles me venderam de volta para o inferno, para as mãos que me chamavam de "princesa" enquanto comandavam um império de sangue. Tentei avisar, implorei, mas minhas palavras foram recebidas com tapas e risadas, enquanto negociavam meu preço como se eu fosse um pedaço de carne. Eles me desfiguraram, cortaram meu cabelo, me deram uma identidade falsa para que ninguém pudesse me reconhecer, nem mesmo Rato, o homem que um dia tremeu ao meu olhar. Quando Ana, minha mãe adotiva, finalmente me viu, meu rosto machucado e meu nome apagado me transformaram em uma estranha aos olhos dela. Mas quando Ana a encontrou, a fúria em seus olhos revelou a verdade por trás do "acidente". Naquele momento, enquanto as sombras se fechavam, a vingança acendeu uma chama fria em meu peito: eu não gritaria por socorro; eu seria a isca para arrastá-los para o abismo comigo.”
1 Introdução2 Capítulo 13 Capítulo 24 Capítulo 35 Capítulo 46 Capítulo 57 Capítulo 68 Capítulo 79 Capítulo 810 Capítulo 911 Capítulo 10